Natal(RN), Sexta-Feira, 18 de Abril de 2014

abril17

Caixa vai aumentar preço da aposta da Mega-Sena, Lotofácil e Quina

 

Portaria publicada nesta quinta-feira, 17, no “Diário Oficial da União” autoriza a Caixa Econômica Federal (CEF) a reajustar os preços das apostas das loterias Mega-Sena, Lotofácil e Quina. De acordo com a portaria, a Caixa fica autorizada a elevar os preços da aposta mínima da Mega-Sena, a partir de 11 de maio de 2014, de R$ 2 para R$ 2,50 (constituída de 6 números).

No caso da Lotofácil, de R$ 1,25 para R$ 1,50 (composta de 15 números), a partir de 10 de maio. Para a Quina, de R$ 0,75 para R$ 1 (composta por 5 números), também a partir de 11 de maio. A portaria diz, ainda, que a Caixa deverá ajustar os valores das apostas constituídas de 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 e 15 números da Mega-Sena, e de 16, 17 e 18 números da Lotofácil, nos dois casos, de acordo com a proporção da quantidade de apostas combinadas realizadas.

Autoriza, ainda, o reajuste das apostas de 6 e 7 números da Quina para R$ 4 e R$ 10, respectivamente. Os valores da premiação fixa das apostas vencedoras com 11, 12 e 13 números da Lotofácil serão reajustados para, respectivamente, R$ 3, R$ 6 e R$ 15. A Caixa deverá divulgar os novos preços das apostas com, no mínimo, 10 dias de antecedência de cada data estabelecida, diz a portaria. Os ajustes serão efetivados mediante publicação, no “Diário Oficial da União”, até 30 de abril. (G1) 


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abril17

Shoppings perderão 11 dias de vendas na Copa

Se para alguns segmentos da economia a Copa do Mundo é uma das grandes apostas do ano, para quem atua no setor de shopping centers o evento é esperado com preocupação. Nesta quarta-feira, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) revelou que o Mundial pode fazer com que o varejo perca ao menos 11 dias de faturamento. Nas cidades em que forem decretados feriados nos dias de jogos, os centros comerciais abrirão por menos tempo (apenas seis horas) e funcionários devem ter folga.

“Em dias de jogos as pessoas tendem a comprar menos e, notadamente, apenas alguns setores do varejo têm sido beneficiados pela Copa”, disse o presidente da entidade, Nabil Sahyoun. As companhias também estão se preparando para lidar com possíveis riscos à segurança em razão de manifestações.

No ano passado, o segmento já não cresceu como o esperado. Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostram que, em 2013, as vendas no setor registraram a menor expansão desde 2007. As lojas nos shoppings movimentaram R$ 129,2 bilhões no ano passado – 8,6% mais que em 2012. Houve crescimento, mas a estimativa inicial era de que ele iria beirar os 12%.

A perspectiva para expansão de vendas dos lojistas em 2014 também é pouco animadora. Nabil Sahyoun afirmou que a alta de vendas este ano será “vegetativa”. Para ele, o crescimento se dará nem tanto por evolução do consumo, mas apenas porque a quantidade de shoppings vai aumentar. Em dezembro, a entidade projetou que as vendas reais neste ano cresceriam 3% ante 2013. (Agência Estado) 


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abril17

Justiça do RN condena quatro pessoas por fraudes no Programa do Leite

Com penas que variam de oito a 15 anos de prisão em regime fechado, a Justiça Estadual condenou dois ex-gestores públicos e dois ex-dirigentes de uma cooperativa de laticínios por crimes de peculato, estelionato e dispensa ilegal de licitação na gestão fraudulenta do Programa do Leite entre fevereiro e dezembro de 2002.  

Os reús, Tertuliano Pinheiro, Joanete dos Santos, José Mariano Neto e Osmildo Fernandes foram denunciados pelo Ministério Público Estadual com base nos resultados da Comissão Especial de Auditoria. O juiz Fábio Wellington Ataíde Alves (5ª Vara Criminal de Natal) condenou a oito anos e quatro meses de reclusão o publicitário Tertuliano Pinheiro, que também exerceu o cargo de secretário estadual de Ação Social, enquanto Joanete dos Santos, que também o mesmo cargo, pegou uma pena de 11 anos, um mês e dez dias.

Já Osmildo Fernandes foi condenado a 15 anos, oito meses e 20 dias, mesma pena aplicada a José Mariano Coelho, ex-presidente da Cersel, a Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural do Seridó, sediada em Currais Novos, a 180 quilômetros de Natal. A condenação em primeira instância dos réus deveu-se a denúncia feita pelo MPE, a respeito do fato de que, naquela época, não houve cadastramento de novos beneficiários nem aumento no mapa de distribuição de leite nos municípios do Rio Grande do Norte.

Entre os condenados está o ex-deputado Lauro Bezerra, que à época era secretário estadual do Trabalho, Habitação e Ação Social (Sethas), mas não teve pena estabelecida. O juiz declarou a extinção do processo por punibilidade, segundo os autos, “em virtude do reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva e cujo prazo deve ser contado pela metade”, em razão de Lauro já ter mais de 70 anos.

Segundo os autos, a partir de fevereiro de 2002 o então secretário Tertuliano Pinheiro autorizou a ampliação do programa mediante um “documento sem forma, nem figura de juízo, até o final do mandato do ex-governador Fernando Freire, em dezembro de 2002”.

Já a Cersel faturou e o Estado do RN pagou, através dos secretários denunciados, por uma quantidade de leite que não foi distribuída à população atendida pelo programa, cuja finalidade é reduzir as carências nutricionais de crianças com faixa etária entre seis meses e três anos, desnutridos de três a seis anos de idade, gestantes, nutrizes, idosos a partir de 60 anos, portadores de deficiência impossibilitados de trabalhar, portadores do vírus do HIV e tuberculose e pessoas com câncer.

O MP acusou os réus de desviarem em proveito da CERSEL recursos públicos no valor de R$ 9,389 milhões, tendo os acusados praticado, de forma continuada (artigo 71 do código Penal), nos meses de fevereiro a dezembro de 2002, o crime de peculato, nos termos previstos no artigo 312, do código Penal, combinado como artigo 71 do mesmo Código Penal.

Para o juiz Fábio Ataíde Alve, os acusados manipularam dados a maior na distribuição/pagamento do programa do leite, dados estes que na prática não refletem a realidade causando assim um prejuízo ao erário. O magistrado disse, na sentença, que é necessário se punir o gestor que manipula o orçamento público, exercendo a má governança, aproveitando-se das diversas fragilidades e brechas no processo licitatório, seja na contratação direta de serviços e/ou compras, seja no fracionamento do valor. (Tribuna do Norte)


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abril17

Conab comercializa mais de sete mil toneladas de milho por meio de VEP

Os dois leilões de venda de milho dos estoques públicos, realizados na terça, dia 15, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), comercializaram um total de 7.193 toneladas do grão. A oferta foi feita por meio da operação de Valor para Escoamento de Produto (VEP), e o produto foi disponibilizado para criadores de aves, suínos, bovinos, ovinos, caprinos e suas respectivas cooperativas, situadas nas regiões definidas nos avisos VEP Nº 44/2014 e VEP Nº 45/2014.

A venda foi realizada em atendimento a demanda dos criadores do Norte e Nordeste, em razão dos altos preços do cereal na região. A Conab comercializou o produto a R$ 0,33 Kg. De acordo com o gerente de Oleaginosas e Produtos Pecuários da Conab, Thomé Guth, a quantidade negociada foi relativamente baixa em relação ao total ofertado, de 25 mil toneladas.

O produto é oriundo dos estoques públicos da estatal no estado do Mato Grosso, armazenados nos municípios de Vera, Nova Ubiratã, Primavera do Leste e Sorriso. O valor total da operação foi de R$ 2,3 milhões. O VEP foi realizado de acordo com a Portaria Interministerial Nº 222, de 13 de março de 2014, que autoriza a Conab a comercializar até 500 mil toneladas de milho para criadores de animais ao longo de 2014.
 


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abril17

Cavalo crioulo: um mercado que cresce a galope no país

A Raça crioula é uma das que mais crescem no mercado equestre nacional. Liquidez, preços em alta, compradores de diferentes regiões do país. Um mercado que cresce a galope.

- Nos últimos quatro, cinco anos, em torno de 8 a 10% ao ano, que é um crescimento muito bom em termos de equinos no Brasil. O ano de 2013 nós fechamos ao redor de 180 milhões de vendas, lógico, tanto vendas particulares como vendas de remates - diz José Luiz Laitano - vice-presidente de Marketing da ABCCC.

Para os leiloeiros, o avanço dos preços de exemplares da raça crioula é incomum no mercado de remates.

- O normal é que aumenta a quantidade de eventos, aumenta a oferta, diminui o valor, o crioulo consegue aumentar a quantidade de eventos, aumentar a oferta e melhora a média, a média de 2013 foi em torno de 10, 12% a mais do que em 2012 – afirma o leiloeiro Fábio Crespo.

- Se a gente parte lá pra o ano 2000, por exemplo, nós passamos de uma venda de dez milhões para uma venda de 100 milhões. A raça está vivendo um momento muito especial – diz o leiloeiro Marcelo Silva.

Um bom termômetro são as transferências de propriedade dos animais, registradas pela ABCCC. No último ano foram mais de 17 mil, um aumento de mil transferências em relação a 2012. Destaque para os novos proprietários fora da região sul.

- As pessoas têm conhecido mais o cavalo crioulo, isso favorece a comercialização – salienta Laitano.

Uma das principais características do cavalo crioulo é a rusticidade. Um animal criado a campo, sem suplementação alimentar e que suporta as mais variadas temperaturas.

- Adaptado com mais de 40 graus de variação de temperatura, então ele se adapta muito bem no nordeste, se adapta muito bem no norte e se adapta muito bem no sul – diz Crespo.

Marcelo Silva diz que além das características morfológicas, funcionais e da facilidade de adaptação ao clima, o crioulo é um cavalo independente.

- O principal responsável é o cavalo crioulo por ele mesmo, pelas qualidades intrínsecas dele a transmissão das Finais do Freio de Ouro e das classificatórias pelo Canal Rural deu uma exposição maior no Brasil e também fez com que ele chegasse nesse patamar.

Na batida do martelo, o cavalo crioulo mostra a força que tem. E se supera ano após ano. O ano de 2013, por exemplo, foi marcado por remates milionários e novos recordes de preço quebrados. O maior leilão da história foi realizado no fim de novembro, em Bagé, na campanha gaúcha. A liquidação da Estância Firmeza faturou R$ 6,6 milhões e vendeu também a égua mais cara da raça. Firmeza 12211 do Palanqueiro, mãe do grande campeão da Expointer 1569 do Brazão, arrematada por R$ 1 milhão.

- Uma genética campeã, provada no Freio de Ouro, provada na Expointer, na morfologia tinha 15 filhos do 1569. Como é que a mãe dele do 1569, que é avó de todos esses 15 que foram duas ou três rosetas não vai ser valorizada? Mas eu acho que é importante saber que a nossa raça tem a égua de um milhão e tem o cavalo que dá no bolso de qualquer um – pontua Crespo.

A tendência de vender garanhões em cotas, por um lado democratizou o acesso à genética de ponta, mas também valorizou ainda mais os indivíduos diferenciados, por conta da venda fracionada. Como JLS Hermoso, avaliado em R$ 12 milhões em 2013, que quebrou o próprio recorde em março deste ano, com a cifra de R$ 16,25 milhões.

- Eu te diria que desses garanhões novos que estão por aí, é o cavalo com mais performance como pai, porque tem um grande campeão de Esteio, um grande campeão da FICCC, um grande campeão do Freio de Ouro e no intervalo de cinco gerações – destaca Marcelo Silva.

E qual o limite para o cavalo crioulo? As perspectivas, ao menos neste ano, são as melhores.

- Eu acredito que em 2014 nós vamos ter números, no mínimo, parecidos. Eu arrisco a falar em números gerais 10% maiores – diz Silva.

- Só no mês de janeiro, nós vendemos para 15 estados. Isso prova que o Brasil quer conhecer nosso cavalo, graças a essa coisa de transmissão de Freio de Ouro, transmissão das provas e transmissão dos leilões em si, conclui Crespo. (Canal Rural)


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abril17

Governo do RN decretou ponto facultativo hoje

 

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte decretou ponto facultativo hoje,quinta-feira (17) em todas as repartições públicas em virtude do período de comemoração da Semana Santa.

A determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de quarta-feira (16). 


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abril17

Papa lavará os pés de 12 pessoas com deficiência

Doze pessoas com deficiência, de diversas idades, etnias e religiões vão participar hoje, quinta-feira (17) da cerimônia do Lava-Pés, que será presidida pelo papa Francisco. Segundo o presidente da Fundação Padre Carlo Gnocchi, Angelo Bazzari, os participantes da cerimônia têm deficiências de diversos níveis de gravidade.

A ação de Francisco, ao lavar e beijar os pés dos 12 internos na instituição, "é sinal da misericórdia evangélica que quer abraçar, com o gesto do papa, todo o mundo do sofrimento”, disse o sacerdote.

“É um gesto que o papa cumpre sempre na esteira daquela Igreja que quer servir primordialmente aos últimos, mas que evangelicamente são os primeiros. Este presente é certamente um carinho que o papa Francisco faz ao mundo do sofrimento, ao universo habitado pelos mais frágeis e mais vulneráveis”, acrescentou o padre Bazzari.

No rito do Lava-Pés, que marca a Quinta-Feira Santa, o sacerdote, assistido por dois ministros, lava o pé direito de 12 homens, lembrando o gesto de Jesus, com seus discípulos, na Última Ceia. O gesto simboliza a humildade, a submissão e o papel de servir ao semelhante.

A cerimônia será celebrada na igreja do centro romano Santa Maria da Providência, para os internos e funcionários da Fundação Padre Carlo Gnocchi. Fundada há quase 60 anos, a instituição assiste mais de três 3 mil pessoas com deficiência, além de dependentes, em 29 centros espalhados por nove regiões da Itália. 


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abril16

PRF inicia nesta quinta-feira operação para prevenir acidentes no feriado

Com a participação de 10 mil agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), começa amanhã (10) a Operação Rodovida, voltada para a prevenção e redução da gravidade dos acidentes de trânsito nas rodovias federais durante os feriados da Páscoa e de Tiradentes.

A ação, que abrangerá vários pontos do país, tem o objetivo de conscientizar os motoristas sobre os cuidados ao viajar e a importância de seguir as regras de trânsito. O foco é o combate à embriaguez ao volante, além da fiscalização de motocicletas e do uso do cinto de segurança e das cadeirinhas para crianças. Ultrapassagens proibidas e velocidade acima da permitida também estão no foco da operação, que foi realizada pela primeira vez em 2011. Repetida nos feriados do fim de ano, do carnaval e da Semana Santa, a operação conseguiu reduzir em 14,3% o número de mortes nas estradas.

Durante a operação, 150 radares móveis estarão espalhados pelas rodovias federais, para coibir e identificar os veículos que trafegam com excesso de velocidade. Também haverá restrição do tráfego de veículos pesados – treminhões, bitrens e caminhões cegonha não poderão transitar amanhã (17), das 16h às 24h, Na sexta-feira (18), a proibição vale das 6h às 12h e, na segunda-feira (21), das 16h às 24h. O objetivo é dar mais fluidez ao trânsito. Os motoristas que descumprirem a determinação serão multados e perderão quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação. 

Hoje (16), no lançamento da operação, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, disse que o governo está cumprindo sua função e pediu o empenho da sociedade. “Estamos fazendo a nossa parte, mas esse esforço só terá êxito se os motoristas respeitarem a legislação de trânsito. Isso vai contribuir para reduzir ainda mais os acidentes de trânsito e fazer com que cada um de nós tenha um feriado feliz”, enfatizou o ministro.

Os estados de Minas Gerais, da Bahia, e do Paraná terão atenção especial na fiscalização. No ano passado, os três estados concentraram o maior número de acidentes e de mortes na Semana Santa, com 35% das vítimas. Foram 71 acidentes e oito mortes na BR-040 em Minas Gerais, 26 acidentes e duas mortes na BR-16, na Bahia, e 25 acidentes e três mortes na BR-369, no Paraná.

Além da PRF, os ministérios da Saúde, das Cidades e dos Transportes participam das ações da Rodovida.

Segundo o ministro dos Transportes, Cesar Borges, serão investidos neste ano R$ 5,4 bilhões em manutenção das rodovias federais. “Sabemos que as principais causas de acidentes são a imprudência, o excesso de confiança, a imperícia e o consumo de bebidas alcoólicas. Só depois vem as condições das rodovias. Mesmo assim, estamos destinando metade do orçamento para conservação e manutenção das estradas.”

Borges informou que a meta é chegar a 3 mil equipamentos de controle de velocidade. Atualmente, o Departamento Nacional de Infraestrutura do Trânsito (Dnit), conta com 1.974 equipamentos.

Já o Ministério das Cidades desenvolveu um aplicativo para celular chamado “Mãos no volante” que bloqueia chamadas e mensagens enquanto o motorista estiver dirigindo, respondendo com uma mensagem automática.

A Operação Rodovida integra o Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, criado em 2011 em resposta à decisão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que proclamou o período de 2011 a 2020 como a Década Mundial de Ação pela Segurança do Trânsito.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em dez anos, houve aumento de 42% no número de internações por acidentes de trânsito no Sistema Único da Saúde (SUS), passando de 102.007 em 2002 para 159.251 em 2012. A maioria das vítimas são homens (78%), principalmente jovens. (Agência Brasil)


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abril16

Neymar mostra marca de cueca em jogo e CBF liga alerta

Maior estrela da seleção brasileira, Neymar mostrou a marca da cueca Lupo pelo menos cinco vezes durante a partida do seu time, o Barcelona, contra o Atlético de Madri, pela Liga dos Campeões. Um mês antes, o atacante havia estrelado o lançamento da nova campanha da Lupo, com o título de “cueca da sort”. O jogador é garoto-propaganda da marca desde agosto de 2011. A sorte, porém, não apareceu em campo. O Barcelona perdeu por 1 a 0 e foi eliminado nas quartas de final da competição.

A propaganda, proibida pela Fifa e pela Uefa, aconteceu na partida do último dia 9 foi mostrada ao vivo pela Globo e pela Band e foi líder de audiência entre às 15h45 e 17h45. Na Globo, a partida teve 10,7 pontos de audiência. Na Band, atingiu pico de seis pontos. Segundo o Ibope, cada ponto representa 183.520 pessoas. No total, o jogo foi visto, apenas na Grande São Paulo, por 3.064.784 pessoas.

Uma pessoa muito próxima da família de Neymar disse à Folha que a ação de marketing foi ideia de um integrante do estafe do atleta, que levou a sugestão ao pai do jogador. No dia seguinte à partida, executivos da Lupo telefonaram, eufóricos, para publicitários da África, agência de publicidade encarregada da campanha do jogador da seleção brasileira.

Em nenhum outro momento de Neymar pelo Barcelona, a sua roupa íntima ficou tão à mostra. Quatro dias antes, ele havia participado da goleada por 4 a 0 sobre o Bétis, pelo Campeonato Espanhol. No último domingo, esteve em campo na derrota por 1 a 0 diante do Granada. Dois jogos em que a marca da cueca não foi vista nenhuma vez.

EM ALERTA – Questões comerciais fazem parte da preocupação da CBF e da Fifa para a Copa. A CBF informou que a Fifa vai preparar uma palestra para os jogadores da seleção em que o assunto estará incluído. A conversa está marcada para a Granja Comary, em Teresópolis, onde o time de Felipão vai se concentrar. As 32 seleções que disputarão o Mundial conhecerão as regras que proíbem mostrar marca de patrocinadores.

A Folha apurou que os jogadores também serão orientados sobre como deverão comemorar gols, para evitar citações políticas ou religiosas. A Fifa incluiu nova determinação em seu regulamento, afirmando serem proibidas mensagens comerciais também nos corpos dos atletas.

O artigo 22 do regulamento da Copa diz que é proibida mensagens de tom político, religioso, pessoal ou publicitário nos uniformes. Na Eurocopa de 2012, o dinamarquês Nicklas Bendtner foi suspenso por um jogo e levou multa de 100 mil euros (R$ 307 mil) por levantar a camisa e exibir cueca com logotipo de uma casa de apostas.

OUTRO LADO – A assessoria de imprensa de Neymar nega que as aparições da marca da cueca durante os jogos sejam uma estratégia de marketing. Afirma que o jogador sempre recebe, como cortesia, produtos dos seus patrocinadores e costuma usá-los. Neymar tem 13 patrocinadores pessoais.

No caso da Lupo, ainda de acordo com a assessoria, ele ganha de presente várias peças a cada lançamento de nova coleção e por isso estava vestindo uma delas na partida do Barcelona contra o Atlético de Madri. A Lupo, por meio de sua assessoria de imprensa, confirma ter ficado “contente” com a exposição da marca na cueca do atacante e diz não ter feito qualquer pedido a Neymar ou a seu estafe. (Folha)


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abril16

Senado acaba com doação de empresas a campanhas eleitorais

O Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que proíbe a doação de empresas ou pessoas jurídicas para campanhas eleitorais. Atualmente, as empresas são as maiores doadoras de políticos e partidos.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa já havia aprovado a proposta em primeiro turno há duas semanas, mas hoje confirmou a aprovação em turno suplementar. Como o projeto é terminativo, segue diretamente para votação na Câmara, sem passar pelo plenário do Senado - a não ser que um grupo de senadores apresente recurso para ser analisado em plenário.

A decisão do Senado ocorre em meio ao julgamento de ação, no Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe candidatos e partidos a receber doações de empresas. Pela proposta, pessoas jurídicas de qualquer natureza ou finalidade ficam proibidas de doar.

O Supremo interrompeu a análise da ação na semana passada, mas a maioria dos ministros da corte (seis no total) já votou pelo fim das doações.

Com a interrupção do julgamento, as regras atuais que permitem a participação de empresas no financiamento de campanhas devem ser mantidas para as eleições de outubro, uma vez que a retomada do caso no STF ou acontecerá em pleno período eleitoral ou somente após o fim das eleições. Até lá, a Câmara também não deve concluir a análise da proposta aprovada hoje no Senado.

Relator do projeto, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) modificou o texto inicial de autoria da senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) para impedir integralmente as doações de pessoas jurídicas. Na versão original, a proibição ocorreria apenas em algumas circunstâncias, mas a maioria dos integrantes da CCJ apoiou a mudança.

O PT é favorável à mudança, que tem resistências de membros da oposição. Líder do governo no Congresso, o senador José Pimentel (PE-CE) disse que o atual modelo favorece um "descontrole" da administração dos recursos doados pelos empresários.

Líder do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) argumenta que o financiamento privado das campanhas não tem a corrupção em seu "DNA", por isso não pode ser descartado apenas com mudanças na legislação.

A ação que tramita no STF foi apresentada em 2011 pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que vem pressionando Judiciário e Congresso a mudar as regras eleitorais. A OAB quer que sejam proibidas as doações de empresas, que podem transferir a candidatos e partidos até 2% do seu faturamento, e discutir as alterações no percentual dos valores doados por pessoas físicas, hoje limitado a 10% dos rendimentos.

Cerca de 98% das receitas das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e do tucano José Serra em 2010, por exemplo, vieram de pessoas jurídicas. Para a OAB, as doações desse tipo dão margem a abusos econômicos e ferem o direito constitucional da igualdade.

A entidade afirma ainda que a doação de empresas "prejudica a capacidade de sucesso eleitoral dos candidatos que não possuam patrimônio expressivo para suportar a própria campanha e tenham menos acesso aos financiadores privados".

Além das doações de empresas e pessoas físicas, hoje as eleições são bancadas também com dinheiro público, sendo o principal deles a verba rateada entre os partidos políticos (Fundo Partidário).

O julgamento da ação pelo Supremo irritou congressistas e provocou uma troca de farpas entre o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e ministros da corte. O Congresso considera que o assunto é da competência Legislativa. Alves chegou a afirmar que o Supremo estava "extrapolando" as suas funções.


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abril16

Legado das Olímpíadas custará R$ 24 bilhões

Os projetos em andamento no Rio de Janeiro, que ficarão como legado para a cidade após as Olimpíadas 2016, somam R$ 24 bilhões. Do total, 43% são da iniciativa privada. Os 27 projetos são detalhados neste momento em entrevista coletiva e não incluem projetos concluídos, como o BRT Transoeste.

A Matriz de Responsabilidades, que envolve projetos que não seriam feitos se não fossem as Olimpíadas, como os equipamentos esportivos, chegam a R$ 5,6 bilhões, sendo R$ 4,18 bilhões da iniciativa privada. Os R$ 7 bilhões do custo operacional das Olimpíadas serão pagos por patrocinadores, para cobrir custos como hospedagem e alimentações dos atletas. 


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abril16

As marcas de ovos de Páscoa mais faladas nas redes sociais

 


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abril16

No turismo, o Brasil já perdeu a Copa

Roland Bonadona é um francês que conhece como poucos o turismo brasileiro. Há 20 anos mora no país e comanda há quase uma década a ­Accor no Brasil, maior rede de hotéis no país, com mais de 30. 000 leitos. Desde 2013, Bonadona acumula também a direção da rede para as Américas. 

Para ele, a realização da Copa do Mundo seria a chance de ouro para ampliar significativamente o número de turistas que visitam o país anual­mente. “Infelizmente, não tivemos um time de especialistas que pudessem ajudar o Brasil a aproveitar todo o potencial da Copa”, diz. Confira a seguir trechos da entrevista.

1) O que significa para o turismo de um país a realização da Copa do Mundo ou da Olimpíada?

Roland Bonadona - São oportunidades únicas, e o potencial de ambos os eventos é enorme. A Copa do Mundo é a maior vitrine para o turismo que se pode imaginar.

Antes de o evento começar, a mídia internacional produz conteúdos sobre o país e suas particularidades. Durante os jogos, são centenas de milhões de pessoas absorvendo informações sobre o país.

2) E o Brasil soube aproveitar?

Roland Bonadona - Não. Quase nada foi feito para promover o turismo. O governo preferiu acreditar que o Brasil se venderia sozinho. Não é o suficiente. O país tem recursos naturais, cultura e talvez o maior número de locais tombados pela Unesco.

Mas estamos a 10 horas de voo das principais fontes de turistas do mundo, que são a América do Norte, a Europa e a Ásia. Há muitos países disputando a atenção dos turistas.

3) O que foi feito?

Roland Bonadona - Foram construídos hotéis que vão modernizar o parque hoteleiro brasileiro. Os aeroportos melhoraram, ainda que estejam longe do ideal. Isso aumenta a qualidade da recepção aos turistas antes e depois dos jogos. Não podemos dizer que perdemos tudo, que gastamos uma fortuna e não seremos recompensados. Seremos, mas poderíamos ser muito mais.

4) Faltou planejamento?

Roland Bonadona - A estratégia foi mal definida. Quem cuida da promoção do Brasil no exterior são a Embratur e o Ministério do Turismo. São dois órgãos que deveriam ter especialistas em promoção do turismo, mas não têm. O governo estava mais preocupado em controlar o preço de hotéis e de passagens aéreas.

5) Por que o turismo foi colocado de lado?

Roland Bonadona - O Ministério do Turismo não é valorizado. A pasta é considerada irrelevante pelos políticos. Isso mostra que nem o governo enxerga o setor como importante. Mas nele há criação de empregos, investimentos e arrecadação de impostos.

6) Quais países conseguiram um legado para o turismo com a Copa do Mundo?

Roland Bonadona - A Alemanha fez um belo trabalho. Promoveu o destino e a ideia de que os alemães são acolhedores. A França também soube impulsionar o turismo. De quebra, ambos conseguiram alavancar a autoestima da população.

7) O que ainda pode ser feito?

Roland Bonadona - Faltam cerca de 60 dias para a Copa. É muito pouco para fazer algo de grandes proporções. Agora o que resta é focar ações de marketing digital em redes sociais, como ­YouTube e Facebook. Não é algo que exige um investimento alto.

O objetivo deveria ser ampliar a permanência dos turistas que vão a uma cidade-sede para assistir a um jogo. Estimulá-los a chegar antes e a voltar depois. (Exame)


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abril16

Naufrágio na Coreia do Sul tem 2 mortes e 293 desaparecidos

O governo da Coreia do Sul informou que o resultado provisório do naufrágio de um navio de passageiros nesta quarta-feira no sudoeste do país é de dois mortos e 293 desaparecidos, depois que 164 pessoas foram resgatadas. 

A embarcação Sewol afundou a cerca de 20 quilômetros da ilha de Byeongpyung com 459 passageiros a bordo, dos quais 325 eram estudantes de bacharelado.

Quando o navio emitiu um pedido de socorro às 9h locais (21h de Brasília da terça-feira), as equipes de resgate mobilizaram embarcações e helicópteros para a evacuação dos passageiros, mas o naufrágio aconteceu mais rápido do que o esperado.

A causa mais provável do acidente, segundo testemunhos, pode ter sido a colisão do barco com um recife submarino.

Cinco horas depois de a embarcação ter começado a afundar, as autoridades estimaram em 368 o número de resgatados, mas posteriormente reconheceram que houve um erro de cálculo e que, às 15h30 locais (3h30 de Brasília), ainda restavam 290 passageiros cujo paradeiro é desconhecido, segundo a agência local "Yonhap".

Teme-se que muitos tenham ficado presos dentro do navio, o que, no pior dos casos, poderia causar a maior tragédia humana em anos no país asiático e o mais grave acidente naval desde que 300 pessoas morreram em um naufrágio no litoral oeste do país em 1993.

No entanto, também foi ventilada a possibilidade que alguns dos desaparecidos tenham sido resgatados por barcos pesqueiros particulares que passavam pelo local e ainda não foram contabilizados.

A Guarda Costeira sul-coreana confirmou a morte de duas pessoas, uma mulher de 27 anos e integrante da tripulação e um homem não identificado que chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu.

As equipes de emergência enviaram mergulhadores ao local para buscar por desaparecidos nas águas. Pelo menos 22 embarcações de resgate e 11 helicópteros trabalharam sem descanso no local nas últimas horas.

As imagens de emissoras sul-coreanas mostram a embarcação tombada e quase totalmente submersa, além de cenas gravadas anteriormente do resgate de passageiros pelos serviços de emergência enquanto o navio afundava pouco a pouco.

Os feridos foram transferidos para o hospital da cidade litorânea de Mokpo, próxima do local do acidente.

A embarcação Sewol, construído em 1994 e com uma capacidade máxima de 921 pessoas, partiu às 21h locais de terça-feira (9h de Brasília) do porto de Incheon com destino à ilha de Jeju, uma rota que realiza duas vezes por semana. (EFE)


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abril16

Conclusão de acessos do aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante é adiada

Os acessos para o aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante (RN), tiveram a conclusão adiada mais uma vez. Da mesma forma acontece com a instalação da iluminação e sinalização nos caminhos que levarão ao novo terminal de passageiros do Rio Grande do Norte. O início das operações do aeroporto está marcado para o dia 10 de maio.

O acesso Norte, que liga a BR-406 ao aeroporto, teve a entrega adiada para o dia 30 de abril. De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) as chuvas obrigaram a empresa responsável pelas obras a aumentar o prazo. No acesso Sul, que liga o terminal às BRs 304 e 226, a pavimentação nem foi iniciada. 

Já a iluminação e a sinalização, ambas de responsabilidade da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, deveriam estar concluídas, no entanto só serão entregues no dia 10 de maio, data do início das operações do terminal de passageiros. 


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abril16

Copa: só 20% do efetivo necessário para segurança nos estádios têm treinamento

Faltando menos de dois meses para a bola rolar na Copa do Mundo do Brasil, o número de seguranças privados no país com o treinamento necessário para atuar dentro dos 12 estádios que abrigarão o torneio corresponde a apenas 20% do total exigido pela Fifa.

Dos 25 mil vigilantes privados previstos pelo Comitê Organizador Local da Copa (COL) para cuidar da segurança dos jogos do mundial, somente 5.084 em todo o país já passaram pelo curso de extensão de Segurança em Grandes Eventos e estão com a documentação em dia, segundo levantamento feito pela Polícia Federal.

Fontes do setor dizem temer que o treinamento seja feito de forma corrida ou mesmo que não seja possível concluí-lo antes do início do mundial. Os vigilantes que não tiverem o certificado do curso serão impedidos de entrar nos estádios pela Polícia Federal, que já está fiscalizando as empresas contratadas pela Fifa.

Se não houver seguranças suficientes prontos a tempo, o plano de contingência do COL é que forças de segurança pública assumam a função. Porém, autoridades organizadoras e empresas de segurança envolvidas dizem estar confiantes de que o treinamento dos seguranças será concluído no prazo.

Atualmente o Brasil tem cerca de 220 centros de formação de vigilantes. Eles terão que treinar aproximadamente 20 mil profissionais em menos de 40 dias para cumprir as exigências da Fifa. Cada turma pode ter no máximo100 alunos e deve cumprir 50 horas de aulas.

Para o COL, a data limite para a apresentação dos seguranças é 21 de maio, quando começa o período de "exclusividade" pedido pela Fifa para poder testar operações nos 12 estádios antes do pontapé inicial da Copa, no dia 12 de junho, em São Paulo.

Algumas das funções desses seguranças contratados pelo COL e pela Fifa serão fazer a proteção das delegações nos hotéis e, principalmente, atuar como "stewards" nos estádios - uma espécie de segurança e atendente ao mesmo tempo.

A necessidade do curso de extensão para a formação desses profissionais foi instituída em uma lei de dezembro de 2012 e vale não só para jogos de futebol, mas para qualquer evento com mais de 3.000 participantes.

Na Copa das Confederações, a exigência não foi colocada em prática por falta de tempo, mas todos os stewards que atuarão na Copa do Mundo precisam passar pelo curso. (BBC Brasil)


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abril16

Governo estima salário mínimo de R$ 779,79 para 2015

 

Com estimativa de crescimento da economia de 3% e inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5% para 2015, o governo encaminhou na terça-feira, 15, ao Congresso Nacional, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015 (LDO-2015). Pelo projeto, o salário mínimo será reajustado em 7,71% e vai ficar em R$ 779,79 em 2015.

O governo estima que o superávit primário para o setor público consolidado será de R$ 143,3 bilhões, valor que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o abatimento dos R$ 28,7 bilhões destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a meta do superávit primário fica em R$ 114,7 bilhões (ou 2% do PIB).

Superávit primário é a poupança para pagar os juros da dívida que o governo tem com outros países e outros credores. Na medida em que o país consegue alcançar as metas de superávits primários, indica que tem condições de pagar suas dividas. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tem como principal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, das empresas públicas e das autarquias.

Com a LDO, o governo estabelece as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro do ano seguinte. A LDO tem de ser enviada pelo Executivo ao Congresso até 15 de abril e aprovada pelo Legislativo até 30 de junho. Se não for aprovada nesse período, o Congresso não pode ter recesso em julho. A aprovação da LDO é a base para elaborar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), que deve ser apreciada pelo Congresso Nacional até agosto. 


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abril16

Protesto contra a Copa reúne mil pessoas e termina com depredação em São Paulo

 

Cerca de mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar (PM), participaram na noite de ontem (15) do quinto ato Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa. Os manifestantes se concentraram no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e saíram em passeata pela Avenida Paulista, região central da capital.

Carregando faixas e animados por tambores, os manifestantes seguiram, apesar da chuva, por toda Avenida Rebouças e em direção ao Butantã. Na Avenida Vital Brasil, a PM registrou a depredação de duas agências bancárias. Segundo a PM, 54 pessoas foram detidas "por promoverem a desordem"

No início no protesto, o major Genivaldo Antônio, comandante do policiamento que acompanhou o ato, tentou conversar com os manifestantes para negociar o trajeto e evitar confrontos. De acordo com ele, cerca de 800 homens foram mobilizados em função da passeata.

Participaram da manifestação representantes de movimentos sociais, como o Território Livre e o Fórum Popular de Saúde, e simpatizantes de partidos políticos, como PSOL e PSTU. A principal crítica são os gastos para o mundial.

“O Estado brasileiro, mais uma vez submisso ao interesse internacional, gasta nosso dinheiro para fazer a Copa dos ricos. Ao invés de hospitais e leitos, construíram estádios e arquibancadas; ao invés de remédios, fizeram investimentos milionários em hospitais particulares e empresas privadas”, diz o texto que chamava para o protesto no Facebook.

Militante do Território Livre, Rafael Padial disse que o movimento, formado por estudantes, apoiou a manifestação para que a mobilização ajude a sociedade brasileira a inverter as prioridades das políticas públicas. “Não é contra o futebol. Todo mundo gosta de futebol. A questão é: quais são as prioridades do governo e de quem manda na economia brasileira? É atender aos problemas das população ou às necessidades lucrativas de grandes empresas?”, questionou. “A gente é contra a Copa para inverter as prioridades”.

O confeccionista de jeans Valdemar Silveira, 24 anos, disse que além de discordar da aplicação de recursos públicos no evento, também protestava contra as remoções de comunidades em ações ligadas às obras da Copa. “Principalmente da forma como elas foram removidas”, enfatizou sobre a violência policial usada nos despejos. (Agencia Brasil)


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abril15

Durval Lelys deixa a banda Asa de Águia

Na noite de segunda-feira (14), o cantor Durval Lelys publicou nas redes sociais do Asa de Águia que "vai dar um tempo da banda".

De acordo com o vocalista do grupo, a decisão foi pessoal e tomada em outubro do ano passado. Durval ainda disse no vídeo que a escolha foi muito importante para a felicidade dele. "Em outubro do ano passado tomei uma decisão pessoal e muito importante para minha felicidade. A de me afastar de todas as estruturas empresariais as quais pertenço e que ajudei a criar nesses quase 30 anos", explica.

Ainda segundo o cantor, o objetivo dele com a pausa nos shows por tempo indeterminado é se dedicar à vida artística. "Meu único objetivo com isso é me dedicar com exclusividade a criar, tocar e cantar as coisas que mais gosto de fazer nessa vida", disse. 

A banda estreou em 1987. O vocalista, Durval Lelys, é conhecido por sua irreverência e carisma. Ele é arquiteto, formado pela Universidade Federal Bahia (UFBA), mas abandonou a profissão para se dedicar à carreira artística. Além de vocalista, Durval é guitarrista e compositor.

Conforme lista divulgada no site oficial da banda, o Asa de Águia é formado pelo baterista Rady Santos, pelo tecladista, Ricardo Ferraro e pelo percussionista Ubajara Carvalho.


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DNA Center

abril15

Médicos poderão pedir conselhos pela nuvem

Fundada em 1989 pela faculdade de medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a Best Doctors – empresa global de saúde que oferece suporte a pacientes em busca de uma segunda opinião médica – acaba de anunciar a criação de um software que permitirá que médicos de todo o mundo possam compartilhar seus diagnósticos.

Por se tratar de uma solução baseada em nuvem, o Medting permitirá o compartilhamento rápido e seguro de vídeos e imagens que compõem os diagnósticos. “Com esse tipo de tecnologia, médicos de qualquer parte do mundo poderão consultar colegas sempre que se virem diante de um caso complicado”, diz David Seligman, CEO da Best Doctors. “Essa plataforma tem o potencial de salvar vidas a milhares de quilômetros de distância.”

Desde que a plataforma foi anunciada, diversas associações, como a Sociedade Americana de Sangue e Transplante de Medula Óssea (ASBMT, na sigla em inglês), fecharam acordos para fazer parte da rede. “Os mais de 2 000 membros da ASBMT têm muito a contribuir, pois estão na linha de frente de pesquisas nas áreas de transplante de medula e terapia celular”, diz William Wood, da universidade americana da Carolina do Norte. De acordo com a Best Doctors, estudos apontam que entre 15% e 28% dos pacientes não são diagnosticados corretamente – um problema que implica sofrimento e desperdício de bilhões de dólares todos os anos. (IBM)


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abril15

Lua sangrenta é vista pelo mundo

Amantes da astronomia tiveram a chance de presenciar nesta madrugada um eclipse lunar total, fenômeno que não era visto há quase três anos.

A Lua, a Terra e o Sol ficaram em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra, de cor âmbar.

Nesse momento, com a incidência da luz Sol, o satélite pode ser observado com tons avermelhados, o que deu ao fenômeno o nome “lua de sangue” ou “lua sangrenta”.

No Brasil, o eclipse pôde ser visto a partir das 3h, por cerca de 78 minutos, tendo seu pico às 4h45. O fenômeno foi mais perceptível em localidade da região Oeste.

O satélite ficou localizada entre a estrela Espiga, a mais brilhante da Constelação de Virgem, e o planeta Marte.

Este é primeiro de uma série de quatro eclipses lunares que deve ocorrer de seis em seis meses. A tétrade, como é chamada essa série pelos astrônomos, se repetirá apenas sete vezes no século XXI. O próximo eclipse total está previsto para o dia 8 de outubro. (Exame)


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Pet Stop

abril15

Odebrecht entrega Itaquerão para o Corinthians hoje

A Odebrecht entrega hoje (15) a Arena Corinthians (Itaquerão) ao clube de futebol. Será inciado, então, o período de operação do estádio no qual é feita a checagem dos equipamentos e eventuais ajustes. Segundo a empreiteira, já foram feitas as adequações dos pontos apontados como problemáticos pelo Corpo de Bombeiros. É aguardada, agora, a vistoria da corporação para dar o aval para o funcionamento da arena, que fica na zona leste paulistana. 

Falta ainda a entrega das arquibancadas provisórias, que são de responsabilidade da Fast Engenharia. A ala norte das arquibancadas estava interditada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e só foi liberada na última sexta-feira (11). As obras foram paralisadas após a morte do operário Fábio Hamilton da Cruz, que caiu de uma altura de 8 metros. O acidente foi o segundo, em quatro meses, na construção do estádio – no final de novembro, dois operários morreram após a queda de um guindaste.

Na semana passada, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, garantiu que apesar dos atrasos, o estádio estará pronto para o jogo de abertura da Copa do Mundo, no dia 12 de junho. “Tenho recebido também, dos responsáveis pela construção, mensagens de tranquilidade no sentido de que a obra será entregue e o Brasil terá o Estádio do Corinthians na abertura da Copa, com todas as condições para o evento”.


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Agronorte

abril15

Bienal do Livro discute produção livre de biografias

Autor de biografias consagradas, como as de Carmen Miranda, de Nelson Rodrigues e do jogador Garrincha, retratado no livro Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha, o jornalista e escritor Ruy Castro defendeu a produção livre de biografias, no Brasil. Ele narrou o intenso processo de adentrar a vida do biografado: “Você se muda para a vida de outra pessoa, que não é a sua”. O resultado dessa imersão, para Castro, “é absolutamente fascinante”, pois “você compartilha a vida de uma pessoa, a partir de pesquisa, de documentos e entrevistas com pessoas que conviveram com aquele personagem”.

O tema, abordado em uma das mesas de discussão na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Literatura, tem sido objeto de intensos debates, desde o ano passado. O Projeto de Lei 393/11, que tramita na Câmara dos Deputados, propõe mudanças no Código Civil para que seja liberada a edição de biografias de personalidades públicas vivas ou mortas, independentemente de autorização prévia. Ele parte da defesa de que a vida de pessoas de notoriedade pública, cuja trajetória esteja envolvida em acontecimentos de interesse da coletividade, possa ser objeto de publicações. O atual texto do Código apregoa que a biografia deve ser autorizada pelo próprio biografado ou por parentes.

O escritor Toninho Vaz relatou as dificuldades para lançar o estudo que produziu sobre o poeta piauiense Torquato Neto. Uma ação movida pela família, às vésperas da impressão do livro, inviabilizou a divulgação da obra, que foi liberada após disputa judicial. Apoiado por uma nova editora, ele lançou a biografia neste domingo (13), na própria Bienal. Durante o debate sobre o tema, os escritores afirmaram que o PL deve voltar à pauta das discussões, nas próximas semanas.

A polêmica em torno das biografias reside na relação existente entre o direito à liberdade de expressão e o direito à privacidade. Para contrários às publicações, as biografias podem ferir este último. O jurista José Paulo Cavalcanti Filho explicou que é “absolutamente contrário” à necessidade de autorização prévia para a produção de biografias, mas ponderou que é preciso que o país amplie a discussão e debata o grau de exposição das pessoas. Ele citou leis que restringem a publicação de informações pessoais por determinado número de anos em países como os Estados Unidos e a França, como possíveis exemplos a serem seguidos no Brasil. O jurista também defendeu a responsabilização de autores e editores e o pagamento de indenização, perante a publicação de informações equivocadas. (Agência Brasil)


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abril14

Fifa inicia nesta terça a última fase de venda de ingressos

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) inicia nesta terça-feira, 15, às 7h, o último período de vendas de ingressos para a Copa do Mundo de 2014, que ocorrerá em 12 cidades brasileiras entre 12 de junho e 13 de julho. A chamada Venda de Último Minuto será feita inicialmente apenas pela página da internet da Fifa, no endereço www.fifa.com/tickets.

A partir do dia 1° de junho, será possível comprar também em um dos 15 centros de venda e coleta da Fifa. A federação ainda não divulgou o número de ingressos que serão colocados à disposição do público. Caso haja disponibilidade, os espectadores podem comprar os tíquetes até o dia da partida escolhida. Nas quatro fases de vendas anteriores, foram comercializados 2,57 milhões de entradas para as 32 partidas da competição. Os tíquetes já comprados começam a chegar às mãos dos torcedores este mês.


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abril14

"Preciso de ajuda", diz mãe de bebê de 8 meses que pesa 18 quilos

Aos 8 meses de vida o bebê Arthur Gomes da Silva já pesa 18 quilos e chama atenção por onde passa. A mãe, Ana Paula Gomes da Silva, começou a perceber que o filho estava engordando muito quando ele ainda tinha quatro meses e já pesava 10 quilos. "Os médicos diziam que não era normal ele engordar tanto, mas nunca descobriram o que fazia meu filho engordar. Eu preciso de ajuda para saber o que meu filho tem", disse. A família mora em uma casa humilde no loteamento Santa Cecília, na zona Norte de Natal.

Ana Paula conta que o bebê não come muito e até os seis meses só mamava no peito. "Hoje ele já come fruta, papinha, mas não come muito não". Arthur é tão grande que a família compra roupas tamanho 3 anos para ele.

Segundo Ana Paula, o bebê nunca fez um exame de sangue porque ninguém conseguia pegar a veia do menino. Ana Paula tenta agora conseguir uma consulta com um nutricionista ou um endocrinologista para acompanhar o crescimento do bebê e descobrir o que faz a criança engordar tanto. "Eu quero descobrir o que ele tem porque ele vai crescer e isso pode prejudicar a saúde dele", disse a mãe. (G1RN)


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abril14

Brasil lidera alta de importações em 2013

 

Brasil, China e Emirados Árabes Unidos aumentaram as importações em 7% no ano passado. Com esse desempenho, os três emergentes dividiram o título de grandes economias que mais aumentaram a compra de bens importados em 2013. Para o Brasil, o fenômeno também fez com que o País subisse um posto no ranking dos maiores importadores: agora, o Brasil é o 21º comprador de importados do mundo.

Pesquisa anual da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostra que o Brasil comprou US$ 250 bilhões em mercadorias de outros países no ano passado. Com o volume, o País foi destino de 1,3% de todos os produtos importados pelo planeta. Apesar de o porcentual ter permanecido idêntico ao visto em 2012, a posição do Brasil no ranking mudou porque os demais países tiveram alta menor das importações: na média global, os volumes subiram só 1%.

A mesma pesquisa mostra que o Brasil exportou US$ 242 bilhões no ano passado, valor estável na comparação com 2012. Assim, o País permaneceu como 22º maior exportador do planeta. Nos embarques de mercadorias, o desempenho do Brasil ficou abaixo da média mundial, já que as exportações cresceram na média 2% no ano passado. (Agência Estado)


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abril14

Mais de 60% das empresas não vão investir para a Copa

 

A maioria dos pequenos empresários não vai fazer investimentos para atender o público da Copa do Mundo: 63% deles dizem que não pretendem adotar medidas como aumentar estoque, contratar funcionários ou decorar o estabelecimento com as cores do Brasil. O dado é de uma pesquisa do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) com 600 empresários de 7 das 12 cidades que vão sediar o campeonato, que começa em junho.

A proporção dos que não pretendem se preparar para a Copa chega a 78% no Rio de Janeiro, cidade que já recebe fluxo considerável de turistas em datas como o Carnaval. A menor taxa (19%) foi registrada em Fortaleza. Entre os estabelecimentos que preferem ignorar o evento, 42% afirmam que não acham a preparação necessária ou que a demanda justifique o investimento.

“Há uma baixa expectativa, uma sensação de que a Copa não vai ser nada de especial ou não vai ser tão diferentes de outros eventos que o Brasil já recebe”, afirma Flávio Borges, gerente financeiro do SPC Brasil. Borges considera “razoável” que as empresas sejam comedidas. “Até aumentar o estoque é caro e é difícil obter recursos.”

Os resultados alcançados durante a Copa das Confederações, que foi realizada no ano passado, também influenciam essa decisão: 55% dos empresários das seis cidades que foram sede do torneio afirmaram que prepararam seus estabelecimentos para o evento. Mas, para 40% deles, o resultado obtido foi abaixo do esperado.

Existe também um temor de que o Mundial provoque uma onda de manifestações: 61% dos entrevistados disseram acreditar que haverá protestos e que isso afetará negativamente os negócios —em média, os empresários dizem que isso vai reduzir o volume de vendas em 19,8%. (Folha) 


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abril14

Empresas de ônibus projetam vender até 30% mais na Copa

Os empresários do transporte terrestre de passageiros estão mais otimistas com a Copa do Mundo do que os executivos do setor aéreo. No ar, a postura é a de que o evento da Fifa vai representar mais custos que lucros e que o impacto será neutro em volume de passagens; no chão, a previsão é de incremento de até 30% na comercialização de bilhetes e de pessoas embarcadas.

A Associação Brasileira de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) trabalha com cenário em que as linhas de ônibus que atendem algumas das 12 cidades-sede da Copa – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá – receberão pelo menos 15% mais passageiros. “A frota atual permite que a oferta seja aumentada em mais de cinco vezes, como acontece no Natal, Ano Novo, Carnaval e grandes feriados”, disse o presidente da Abrati, Paulo Porto, sobre o setor que transporta 70 milhões de pessoas por ano.

Nas contas do governo, a Copa – que vai de 12 de junho a 13 de julho – vai atrair 3,6 milhões de turistas, sendo 600 mil estrangeiros. A associação do setor aéreo, a Abear, prevê 7,2 milhões de pessoas usando aviões em junho e julho – volume dentro da média desse período. “O turismo de lazer vai ocupar o espaço do turismo corporativo porque muitas empresas vão adiar viagens”, diz o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Mas no solo, as viagens de turismo vão gerar mais negócios. “Na medida em que as seleções forem desclassificadas, os torcedores desses países vão fazer turismo, especialmente nas cidades próximas às sedes”, diz Roberto Faria, presidente do Consórcio Novo Rio, que opera a maior rodoviária da capital fluminense. (Valor) 


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abril14

Desvalorização de parto normal torna Brasil líder mundial de cesáreas

Quando a fotógrafa Daniela Toviansky, de 35 anos, ficou grávida, passou a frequentar aulas de hidroginástica com outras gestantes em estágios próximos de gravidez. Ela lembra que, entre uma aula e outra, todas manifestavam um desejo em comum: ter filhos por parto normal. "Todas acabaram fazendo cesárea", conta Daniela, que se tornou a exceção. Seu bebê, Sebastião, nasceu após 40 semanas de gestação e da forma como ela queria.

O que aconteceu com as colegas da fotógrafa é uma amostra fiel da situação vivida por muitas grávidas no Brasil hoje, especialmente entre as classes mais altas, em um processo que muitos especialistas vêm chamando de "a indústria da cesárea brasileira". 

O que aconteceu com as colegas da fotógrafa é uma amostra fiel da situação vivida por muitas grávidas no Brasil hoje, especialmente entre as classes mais altas, em um processo que muitos especialistas vêm chamando de "a indústria da cesárea brasileira".

Com 52% dos partos feitos por cesarianas - enquanto o índice recomendado pela OMS é de 15% -, o Brasil é o país recordista desse tipo de parto no mundo. Na rede privada, o índice sobe para 83%, chegando a mais de 90% em algumas maternidades. A intervenção deixou de ser um recurso para salvar vidas e passou, na prática, a ser regra.

Um caso extremo chamou a atenção há três semanas, quando a gaúcha Adelir Lemos de Goes, uma mãe de 29 anos de Torres (RS), foi obrigada por liminar da Justiça a ter seu bebê por cesárea. Ela foi levada à força ao hospital quando já estava em trabalho de parto, provocando debates acalorados sobre até onde a mãe o poder de decisão sobre o próprio parto.

O caso também levou centenas de pessoas a saírem às ruas, em cidades do Brasil e do exterior, para protestar na última sexta-feira. A manifestação foi batizada de "Somos Todas Adelir - Meu Corpo, Minhas Regras."

Mas por que e desde quando o Brasil começou a mergulhar nesta verdadeira epidemia de cesáreas? Falhas profundas na regulamentação do sistema de saúde do país e uma lógica perversa na gestão de profissionais e obstetras que, por questões financeiras, acabaram perdendo o hábito de fazer partos normais são algumas das causas, agravadas principalmente pela falta de informação que cerca o assunto.

Uma pesquisa feita pela Fiocruz ("Trajetória das mulheres na definição pelo parto cesáreo") acompanhou 437 mães que deram à luz no Rio, na saúde suplementar. No início do pré-natal, 70% delas não tinham a cesárea como preferência.

Mas 90% acabaram tendo seus filhos e filha assim — em 92% dos casos, a cirurgia foi realizada antes de a mulher entrar em trabalho de parto.

O levantamento dá a medida de que, em algum estágio dos nove meses de gestação, algo fez a mulher mudar de ideia. As pesquisas da Fiocruz mostram a "baixa informação recebida pelas mulheres em relação às vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de parto e a baixa participação do médico como fonte desta informação".

O estudo e os profissionais de saúde ouvidos pela BBC apontam que as grávidas, de todas as classes sociais, estão longe de estarem bem informadas.

Poucas mães e futuras mães sabem, por exemplo, que as cesáreas aumentam o risco de um bebê nascer prematuro (com menos de 37 semanas de gestação). Isso porque muitos partos são marcados para essa idade gestacional e, como há possibilidade de erro de até uma semana, o bebê pode ser ainda mais novo. A esmagadora maioria destas intervenções não é feita de forma emergencial, mas, sim, programada.

Além de ser a causa de mais da metade das mortes de crianças no país, a prematuridade pode trazer uma série de riscos para o bebê, especialmente doenças respiratórias e dificuldade de mamar. Eles também não se beneficiam do fato de entrar em contato com hormônios benéficos, liberados apenas em certos estágios do trabalho de parto.

No Brasil, 15 milhões dos bebês nascidos em 2010 eram prematuros, o equivalente a 11,7%, segundo uma pesquisa conjunta feita pelo governo e o Unicef. O índice, que coloca o Brasil na décima posição entre os países com mais prematuridade, é mais alto nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste - justamente as que têm mais cesarianas, o que pode indicar uma relação entre os dois fatores.

Além disso, a falta de informação no pré-natal faz com que não haja espaço para esclarecimentos de como a mulher pode lidar com a dor ou outros aspectos, como o que exatamente vai acontecer no parto e como se preparar.

"Muitas vezes , o médico não explica questões sexuais para a grávida, por exemplo", conta Etelvino Trindade, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). "Então elas vão se informar com a vizinha, a avó, a prima... e elas sempre têm uma história sobre o parto normal, seja ela escabrosa ou apenas mentirosa.

É bastante arraigada a noção de que o parto normal vai deixar a mulher larga e, assim, sexualmente inadequada. A cesárea é uma alternativa à esse medo. Mas isso acontece porque há um tabu em se falar sobre esses temas e porque hoje o médico é muito técnico. É um curador, não um cuidador."

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, a "indústria da cesárea" começou a se formar há 40 anos. "A epidemia de cesarianas começa na década de 70, quando ela começou a ser vendida como solução (de cirurgia única) para a esterilização definitiva, a laqueadura das trompas", explica a obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das principais vozes do movimento de humanização do parto no país.

O ginecologista Etelvino Trindade, presidente da Febrasgo, acrescenta outro fator ocorrido naquela época, decorrente da criação de instâncias do INPS (Instituto Nacional de Previdência Social), que passaram a determinar que um médico só recebia se participasse efetivamente do parto.

"Até então, o bebê nascia com a obstetriz e o obstetra supervisionava, entrava se houvesse alguma intercorrência, como acontece em países europeus até hoje", diz Trindade. "Mas as regras mudaram e ele passou a precisar estar sempre na sala de parto (para receber). E, assim, o quadro começou a mudar."

Já na década de 80, segundo Ana Cristina, acontece a dicotomização das taxas de cesárea diferenciadas no setor público e privado. "É nessa década que as taxas do setor público aumentam um pouco, porém a do setor privado salta para níveis alarmantes. Nas décadas seguintes, cada vez mais brasileiros têm aderido ao setor privado, fazendo as taxas globais brasileiras saltarem para os níveis atuais."

Braulio Zorzella, ginecologista defensor do parto normal e pesquisador da área, diz que "a grande vilã, o carro-chefe dos culpados, é a ANS". A Agência Nacional de Saúde é a reguladora dos planos de saúde do Brasil.

Segundo ele, quando a agência hierarquizou os procedimentos, acabou chancelando uma tabela já em vigor que remunerava de maneira discutível o parto - regras mantidas até hoje.

"Todos os valores foram sendo achatados e, em um determinado momento, não valia mais a pena para um médico fazer parto normal, financeiramente falando."

Apesar de na rede pública o obstetra ganhar um pouco a mais pela cesárea e, na privada, um pouco a mais pelo parto normal, a diferença de valores é mínima. Ou seja, um profissional recebe quase a mesma coisa para fazer uma cesárea, que dura cerca de 3 horas, e um parto normal, que pode muito bem passar das 12 horas.

"Se você paga R$600 por um parto [na rede privada], o médico prefere fazer uma cesárea e ganhar quase o mesmo do que passar a noite trabalhando", diz Renato Sá, ginecologista e obstetra, Vice-Presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Sgorj).

Para Ana Cristina, o cenário faz com que a cesariana marcada com antecedência seja mais vantajosa, por conta da imprevisibilidade do parto normal. "[Com a cesárea marcada], não só o médico não perde tempo, como ele também não precisa desmarcar compromissos, consultas no consultórios, viagens, etc".

Questionada duas vezes pela BBC sobre as pequenas diferenças pagas aos médicos em partos normais e cesarianas, a ANS respondeu que "recentemente, ocorreram diversos avanços na política do setor no que diz respeito a esse tema, como, por exemplo, a criação do Comitê de Incentivo às Boas Práticas entre Operadoras e Prestadores."

As mudanças do sistema de saúde nos anos 70 e 80 contribuíram também com a desvalorização de outros profissionais ligados ao parto.

Para Trindade, presidente da Febrasgo, as mudanças no INPS incentivaram a presença constante dos ginecologistas durante o parto e acabou desvalorizando profissionais como as parteiras, obstetrizes e enfermeiras especializadas.
Em muitos hospitais, hoje, não há uma equipe obstétrica completa e treinada para auxiliar o parto normal.

"A estrutura humana dos hospitais, em geral, é bem ruim", diz Braulio Zorzella. "Não há uma equipe transdisciplinar, com enfermeira obstetra, obstetriz, doula e anestesistas trabalhando juntos. Essa seria a formação ideal para ajudar a mulher durante o trabalho de parto."

Segundo ele, outro agravante é que, em hospitais ligados a convênios, não há profissionais especializados de plantão 24 horas por dia. O principal problema apontado por médicos ouvidos pela reportagem é a falta de anestesistas, que muitas vezes trabalham em esquema de sobreaviso - não ficam na instituição, são chamados somente em caso de urgência.

Muitas vezes, demandas de anestesia em partos não são consideradas fortes suficiente para chamar o médico em casa, criando um cenário com duas principais consequências.

A primeira, recorrente na rede privada: com o risco de chegar em um hospital e não encontrar um anestesista, mulheres e médicos preferem marcar a cesárea com antecedência.

"E a ANS permite que planos tenham hospitais conveniados sem essas equipes obstétricas de plantão, alimentando a indústria", diz Zorzella.

Já a segunda consequência é característica da rede pública: quando a mulher que precisa e quer anestesia não a recebe.

Para Zorzella, "parte dos partos, especialmente os induzidos com ocitocina, viram uma tortura se não houver anestesia."

A dor aguda, sem nada para amenizá-la, faz com que muitas mulheres passem por experiências traumáticas no parto normal, ampliando a crença de que este é um método com dores insuportáveis e que, por isso, a cesárea seria uma melhor opção.

De acordo com o Ministério da Saúde, em uma cesariana feita pelo SUS a mulher tem direito a contar com o anestesista de plantão.

"No caso do parto normal, o Ministério recomenda que, antes de ofertar uma analgesia de parto, o hospital deve ofertar os métodos não farmacológicos de alívio da dor, que oferecem menos riscos e podem resolver o problema da sensibilidade a dor sem os riscos da analgesia. Esses métodos incluem apoio contínuo, liberdade de movimentação e adoção de posições, acesso a água - como chuveiro e banheira – acesso a escada de ling, ao cavalinho e banquinho, que são instrumentos de fisioterapia para adotar outras posições para o parto normal, além do apoio pela doula, a ambiência da maternidade e a privacidade", afirmou o órgão em nota enviada à BBC.

O Ministério da Saúde também informou que não recomenda o uso de ocitocina para aceleração do parto e lembrou que o governo vem tentando combater o número crescente de cesáreas, com iniciativas como a criação da Rede Cegonha e das chamadas Casas de Parto, que têm como metas incentivar o parto normal humanizado.

"Perdemos 20 mil leitos hospitalares em ginecologia e obstetrícia", afirma Trindade, da Febrasgo. "Sem a garantia de que terá uma vaga em um hospital quanto entrar em trabalho de parto, muitas mulheres e médicos preferem não correr esse risco", diz o ginecologista, em referência a um problema similar ao da falta de anestesistas.

Pedro Octávio de Britto Pereira, obstetra e professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) concorda que há cada vez menos maternidades e vagas para parto. "E uma forma de garantir uma vaga em um bom hospital é marcar e fazer cesárea."

Se, por um lado, para o plano de saúde é bom que haja centro obstétrico (para poder colocar mais maternidades conveniadas em sua listagem), para os hospitais não é interessante financeiramente. "Usar o espaço físico para colocar aparelhos sofisticados, como um tomógrafo, rende muito mais para o hospital", afirma Trindade. Pereira concorda: "O parto privado não dá lucro aos hospitais. Os hospitais preferem procedimentos mais complexos."

Segundo o médico Francisco Balestrin, presidente do conselho de administração da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), não houve queda significante nos leitos de hospitais privados da associação, pois em sua maioria são hospitais gerais, ou seja, de diversas especialidades.

A crença de que cesárea é opção válida não apenas para casos de emergência é, não raramente, reforçada em faculdades. "Como são feitos cada vez menos partos normais, há menos chances de treinar os novos médicos, que não se sentem habilitados a fazer esse tipo de parto por não dominar todas as técnicas necessárias para isso. Junta a fome com a vontade de comer", avalia o ginecologista Renato Sá.

Outro fator (que faz o médico optar pela cesárea) é a judicialização da medicina. "O médico é responsável por qualquer coisa que acontece, então, quando chega numa situação de risco, ele opta pela cesárea porque se houver uma fatalidade ou complicação será questionado por que não fez isso. Isso gera um medo nos médicos em tentar o parto normal", explica Sá.

Com todo o quadro encontrado pelos ginecologistas - com má remuneração, equipe auxiliar falha, faculdades que preparam pouco e judicialização - muitos médicos acabaram se convencendo de que uma cesariana é a melhor opção para muitas mulheres.

"E no Brasil, a palavra do médico é sempre a que vale mais. Mais do que a da grávida em si, por exemplo. E assim médicos influenciam - e muito - a opinião pública, colaborando para a epidemia de cesárea", diz Zorzella.

A opinião é reforçada pelo estudo da Fiocruz, que apontou o peso da opinião médica e a falta de interesse desse profissional pelo parto normal como motivos da desinformação das mães e pais sobre o tema.

"É importante ressaltar que esse processo de tomada de decisão pelo tipo de parto se dá numa relação de poder que se estabelece no diálogo entre o médico e a mulher, e que muitas vezes inibe qualquer questionamento da decisão do profissional", afirmam os pesquisadores da Fiocruz. "A mudança do tipo de parto, em relação à preferência anterior, parece moldada pela conduta intervencionista do médico."

Casos como o de Adelir, em Torres, e o crescimento, ainda que tímido, de movimentos pelo parto humanizado e centrado na mãe (não no médico) fazem com que os especialistas da área debatam e busquem maneiras para trazer o índice de cesáreas para baixo.

Zorzella acredita ser necessário que a ANS estabeleça metas para que seja reduzido em 5% ao ano o número de cesáreas na rede privada. Outros dizem que é preciso trabalhar com os estudantes de medicina para se voltar a incentivar o parto normal, analisando dados e métodos de países (em regra, ultradesenvolvidos) onde há muito menos cesáreas - na Holanda, por exemplo, o índice gira em torno de 10%.

A opinião geral passa sempre por uma profunda revisão no sistema para ajudar a mulher a se informar melhor sobre o parto e buscar a melhor decisão. "O fornecimento de informações às mulheres, antes e durante a gestação, deve ser um caminho a ser trilhado na tentativa de reverter este quadro (de cesáreas em excesso)", afirma o estudo da Fiocruz. (BBC Brasil)


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abril14

Ou não conhece futebol ou torce contra

Quem pede a permanência do volante Daniel Paulista, 31 anos (5 de maio de 1982), no ABC, ou torce contra ou não conhece futebol.

Daniel Paulista tem um bom toque de bola, mas não tem mais nenhum poder de marcação. No fraco futebol Potiguar, todos os times fizeram gols no ABC, pela deficiência de marcação dos volantes, tanto Daniel, como Michel Schmöller e Daniel Amora.

No primeiro ABC e América no Arena das Dunas, Arthur Maia e Fabinho fizeram o que quiseram na frente de Daniel Paulista, só quem é cego que não viu. Contra o Alecrim, no Ninho do Periquito, onde o ABC perdeu por 2 a 0, no primeiro e o segundo gol as jogadas começaram por falta de marcação de Daniel Paulista.

No Campeonato Brasileiro da Série B são jogos bastante disputados, onde os volantes tem que ter força e poder de marcação, o que não aconteceu com os volantes que disputaram o Campeonato Potiguar pelo ABC.

A diretoria do ABC Futebol Clube e a comissão técnica, estão trabalhando para formar um bom time para disputar bem a Série B.

Portanto, esqueçam Daniel Paulista!


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Pet Stop

abril14

Elogio por bom trabalho deve deve ser imediato

 

Para o consultor norte-americano Bob Nelson, 58 anos, existem pelo menos 1.501 maneiras de motivar quem tem um bom desempenho no trabalho. Vale se vestir de palhaço, criar a hora do aplauso ou instituir um “Dia do João”, quando as telefonistas atendem avisando ao clientes sobre o homenageado.

Ele lançou no começo deste ano no Brasil o livro “1.501 Maneiras de Premiar Seus Colaboradores” (Sextante), com 500 dicas a mais do que na primeira versão da obra, lançada em 1994 nos EUA.

Segundo Nelson, que coletou as ideias de práticas efetivamente usadas por companhias, é preciso elogiar um bom trabalho de modo imediato -assim que o chefe fica sabendo do fato. É preciso ouvir os profissionais para saber qual técnica funciona melhor com cada um. (Folha)
 


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Agronorte

abril14

Brasil não está entre os 25 melhores destinos turísticos

 

De acordo com o site de turismo Tripadvisor, os 25 melhores destinos turísticos do mundo não inclui o Brasil. O primeiro lugar ficou com Istambul, na Turquia, e, logo atrás, vêm Roma, na Itália, e Londres, na Inglaterra. Para chegar ao ranking final, o site de viagens considerou as avaliações e comentários sobre hotéis, restaurantes e atrações feitos nos últimos 12 meses. Confira abaixo lista dos melhores destinos do mundo. Da Europa foram escolhidos 10 países, da Ásia 6 e o único país da América do Sul foi a Argentina. 


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abril13

Faleceu Leônidas de Paula

Faleceu na manhã de hoje o agropecuarista e ex-presidente da Associação Norteriograndense de Criadores (Anorc), Leônidas de Paula, aos 70 anos, vítima de enfarto.

Durante muitos anos, Leônidas foi referência no Estado na pecuária leiteira, tendo, ainda, exercido os cargos de presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte e Secretário Estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do RN.

O velório está sendo realizado no Cemitério Morada da Paz, em Emaús e o sepultamento será às 10 horas de amanhã.


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abril13

Autonomia da escola

Por *Cláudia Santa Rosa 

Há menos de três meses, um amigo português indagou-me: “Valeu a pena para a Cláudia ter ido a Portugal para fazer estudos na Escola da Ponte?”. Fui rápida na resposta: “Muito!” Eu sou mesmo uma privilegiada. Durante quase sete meses tive a feliz oportunidade de pesquisar numa instituição pública, bastante especial, para construir a minha tese de doutorado em educação. Foi sobre essa mesma instituição que, depois de visitá-la, Rubem Alves escreveu uma das suas obras de maior sucesso: “A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir.”

Não pretendo aqui, neste espaço exíguo, discorrer sobre a grandiosidade do projeto da Ponte. Seria impossível! Realço a questão da autonomia que ali é vivenciada, praticada, estimulada, inclusive no trabalho com as crianças. Falo da autonomia que permite desde o servidor faltar ao trabalho, quando quiser e/ou necessitar, mas que não faz uso de tal prerrogativa para não comprometer o projeto da escola, até o estudante que aprende a escolher as atividades para a composição do seu plano de trabalho do dia. Também é a condição de escola autônoma que permite a elaboração de um plano anual de atividades com a definição dos recursos para executá-lo, do mesmo jeito que tem o direito de selecionar, avaliar e até dispensar os trabalhadores que por ventura não correspondam às necessidades do projeto educativo.

No Decreto-Lei n.° 115-A, de 04 de maio de 1998, o governo português dispõe sobre o “Regime de Autonomia das Escolas”. Do texto uma definição bastante esclarecedora do que é pretendido: “Autonomia é o poder reconhecido à escola pela administração educativa de tomar decisões nos domínios estratégico, pedagógico, administrativo, financeiro e organizacional, no quadro do seu projecto educativo e em função das competências e dos meios que lhe estão consignados.” Até os sete meses, entre os anos de 2005 e 2006, período da minha pesquisa, a Escola da Ponte era a única instituição daquele país regida pelo Contrato de Autonomia assinado com o governo, justamente por ser a única que atendia aos critérios previstos no Decreto-Lei. Era também uma das dez melhores posicionadas nas avaliações nacionais de desempenho acadêmico dos estudantes.

Fico a pensar se não é chegado o momento de, no Brasil, redes de ensino municipais e/ou estaduais experimentarem propostas que permitam às escolas uma verdadeira e completa autonomia: pedagógica, administrativa e financeira. O Decreto-Lei de Portugal nos ensina: “O reforço da autonomia não deve, por isso, ser encarado como um modo de o Estado aligeirar as suas responsabilidades, mas antes pressupõe o reconhecimento de que, mediante certas condições, as escolas podem gerir melhor os recursos educativos de forma consistente com o seu projecto educativo.” Estou certa disso. Piso no chão da escola pública todos os dias e não são poucas as situações que imobilizam a gestão, pela burocracia excessiva e alto grau de dependência do órgão central, a secretaria de educação, conhecido pela morosidade.

É necessário que se conheça, por exemplo, o real custo de um aluno que estuda em escola pública estatal, mapeando todos os investimentos e até os gastos, desde a esfera pesada do Ministério da Educação, até a sala de aula. Assim sendo, o custo para manter uma unidade de ensino seria explicitado, definindo o orçamento a partir da matrícula. Por esse caminho, acredito que as escolas, democraticamente, e com elevado grau de profissionalismo, exerceriam a autonomia, comprometidas com resultados positivos. À secretaria de educação caberia, finalmente, monitorar, orientar quando necessário, até mesmo retomar o controle daquelas em dificuldades.

Detalhe para não ser esquecido: quem tem que ser grande e prestigiada é a escola. O Ministério da Educação e as secretarias são meios, meros coadjuvantes. Talvez seja nesse detalhe que residam certas resistências para transferir poderes às escolas.

*Cláudia Santa Rosa – Educadora e Diretora Executiva do Instituto de Desenvolvimento da Educação – IDE (educadora@claudiasantarosa.com)


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abril13

Veja experiências que o cérebro precisa para funcionar melhor

 

A Forbes criou uma lista das seis experiências que o cérebro precisa de experimentar para que possa funcionar melhor. Quem o diz é o diretor do NeuroLeadership Institute e autor do livro “Cérebro a trabalhar: Estratégias para ultrapassar distrações, recuperar a concentração e trabalhar todo o dia”, David Rock.

1. Concentre-se – Focar-se num projeto é uma forma de pensar. Este é um exercício fundamental para a sua saúde mental.

2. Gira o seu tempo – Para os seres humanos é fundamental relacionar-se com os outros. “Estar isolado é duas vezes mais perigoso do que fumar”. É necessário ter uma vida social para além do trabalho para sermos mentalmente saudáveis. Aprenda a gerir o seu tempo de forma a conseguir conciliar todos os aspetos da sua vida.

3. Não faça nada – Parece contraditório mas não é. Ler ou realizar uma tarefa banal, como lavar a loiça, permite que a sua mente viaja e reflita o que, por sua vez, faz com que o seu cérebro recupere e se concentre melhor.

4. Exercite o pensamento – Reflita sobre pensamentos profundos com alguém ou medite. Faça algo que lhe permita pensar de forma profunda, isto permite ao seu cérebro reorganizar-se.

5. Divirta-se – Desfrute de um tempo com os seus amigos, veja uma comédia ou brinque com crianças. Divertir-se faz com que o seu cérebro relaxe e crie novas conexões.

6. Faça exercício físico – Um estudo recente revelou que as pessoas são 23% mais produtivas nos dias que praticam atividade física. Quando nos exercitamos, ativamos regiões do cérebro que só são ativadas desta forma, o que permite que outras funções “descansem”. 


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abril13

Mega-Sena acumulou

O concurso 1.590 da Mega-Sena, realizado no sábado (12) em Cachoeirinha (RS), acumulou.

As dezenas sorteadas foram: 07 - 20 - 34 - 40 - 44 - 55.

No próximo concurso, realizado na quarta-feira (16), serão sorteados R$ 38 milhões.

Ao todo 89 apostadores acertaram a Quina e levam R$ 37.931,98 cada. Outros 8.050 jogadores acertaram quatro números e faturam R$ 599,10. O total acumulado neste sorteio foi R$ 57.663.666,00, segundo a Caixa. 

A Mega-Sena realiza sorteios duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. As apostas devem ser feitas até às 19h do dia do sorteio. A aposta mínima -seis números- custa R$ 2.


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