Natal(RN), Domingo, 26 de Abril de 2015

    abril26

    FAO quer reduzir o desperdício de alimentos no Brasil

    A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estuda a criação de uma rede em torno da cadeia produtiva de alimentos no Brasil para conter o desperdício. O país é considerado um dos dez que mais desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção praticamente jogados fora na fase pós-colheita.

    A redução das perdas será objeto de debates na oficina que a Embrapa Agroindústria de Alimentos promove no próximo dia 30, no Rio de Janeiro, em contribuição à 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que será realizada em Brasília, em novembro próximo.

    O objetivo da FAO na América Latina e Caribe é montar uma rede de entidades com organizações não governamentais (ONGs), universidades e institutos de pesquisa com o propósito de reduzir a perda na produção e na pós-colheita dos alimentos. Ao governo caberia providenciar a melhoria de fatores como infraestrutura para transporte dos alimentos, como existe nos Estados Unidos.

    “O que se tem que fazer no Brasil é uma rede de formadores que possa, junto com o governo, empresas privadas e ONGs, trabalhar nisso tudo”, afirma o engenheiro agrônomo da Embrapa Indústria de Alimentos, Murilo Freire.

    A sugestão é montar uma rede de formadores que possa, junto com o governo, empresas privadas e ONGs, trabalhar nisso tudo. O governo brasileiro entraria com a legislação, com infraestrutura e armazenamento adequados, explicou.

    Integrante do Comitê de Especialistas em Redução de Perdas e Desperdícios para a América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o pesquisador disse que o problema ocorre em toda a cadeia produtiva, que tem deficiência de infraestrutura, manuseio, plantio errado, doenças, embalagem, transporte e armazenamento.

    Segundo Freire, os produtos são desperdiçados porque ou estão fora do prazo de validade ou não foram consumidos por serem identificados como malformados ou fora do padrão estabelecido pela legislação do Ministério da Agricultura. A meta do comitê é montar uma rede na região para diminuir as perdas na produção desses alimentos.

    “O desperdício ocorre quando o alimento produzido é jogado fora, ou seja, ele não chega a quem necessita”, disse Freire. Um exemplo disso, segundo o engenheiro, é o caso dos frutos feios, que não são padronizados nem têm um apelo de venda comercial elevado, mas têm as proteínas, vitaminas e sais minerais de um produto normal. Esse é o desperdício. São alimentos produzidos, mas não usados”.

    As perdas no Brasil correspondem em média a 30% dos alimentos pós-colheita no caso dos frutos, e 35% das hortaliças. “Os países desenvolvidos desperdiçam mais do que os países em desenvolvimento. Estes últimos perdem 60% antes da porteira, da produção, e desperdiçam 40%. Nas nações desenvolvidas, a perda ocorre mais na ponta e inverte a projeção”.

    A FAO considera que a população mundial está em elevado nível de insegurança alimentar, uma vez que um terço do que é produzido é perdido. Isso corresponde a cerca de 1,7 bilhão de toneladas de alimentos. Na África, as perdas alcançam 60%. “São 50% só na fase de produção. Perdem mais 5% na distribuição, que eles não têm, e 5% na parte do consumidor”, disse o pesquisador. Na Alemanha, o desperdício é mínimo.

    Uma lei em tramitação no Congresso há dez anos – a chamada Lei do Bom Samaritano - penaliza o doador de alimentos. Um industrial, produtor ou mesmo restaurantes não podem doar alimentos porque, se alguém passar mal, o doador acaba acusado de ser o responsável. “Isso ocorre aqui no Brasil. Nos outros países, não”, disse Freire,

    “Não há armazenamento adequado para grãos e hortaliças no Brasil”. Freire criticou o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a obras que melhorem a infraestrutura em outros países, em detrimento de projetos necessários no Brasil. Em relação à tecnologia, disse que existem muitas disponíveis no país, como a refrigeração, por exemplo, cujo uso é conhecido, mas não é adotado.

    Outra falha apontada é na embalagem dos produtos. A atenção a esses fatores pode diminuir as perdas no final da cadeia. Falta informação que chegue ao produtor, ao atacadista e ao consumidor, disse Murilo Freire. Se tudo que é desperdiçado fosse aproveitado, haveria maior oferta, o produtor ganharia mais e o consumidor pagaria menos pelos alimentos. (Agência Brasil)

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    Pesquisa mostra que rebanho bovino em SP encolheu 25% em 10 anos

    O rebanho bovino em São Paulo diminuiu 25,1% nos últimos dez anos, segundo estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Em 2014, foram estimados 10,3 milhões de cabeças no Estado, em comparação com 14 milhões em 2005. Em relação a 2013, no entanto, houve aumento de 5% no número de animais criados em São Paulo. No ano passado, o rebanho paulista representou 4,9% do total de bovinos no país.

    A área de pastagem para os bovinos encolheu em cerca de um terço desde 2005, e 5% ao longo de 2014. No ano passado, foram verificados 6,7 milhões de hectares dedicados aos pastos, ante 10 milhões de hectares em 2005. A queda, segundo pesquisadores do IEA, se relaciona à demanda por área de outras atividades com maior rendimento por hectare, como a cana-de-açúcar.

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    Conheça histórias de pessoas que se dedicam à cutelaria

     

    A confecção de instrumentos cortantes é uma das técnicas mais antigas da humanidade. Com o passar do tempo, ganhou status de arte: a cutelaria. Atualmente, no Brasil, a prática se organiza de forma profissional. Sandro Boeck, produtor artesanal de facas, afirma que nos últimos 10 anos a cutelaria evoluiu e se modernizou. “O que era uma coisa simples, artesanal, de fundo de quintal, hoje é muito. Temos cada vez mais colecionadores e cuteleiros com excelência.”

    Para disseminar a cultura e tradição desse ramo, aconteceu em São Paulo a IV Mostra Internacional de Cutelaria, que terminou, ontem (25). Contamos para vocês mais sobre a vida de quem ama e se dedica à cultura.

    Alexandre Gasparini

    Há 30 anos no ramo, Alexandre Gasparini é um dos mais antigos cuteleiros em atividade no Brasil. A paixão pela arte surgiu quando ele assistia a um filme sobre a vida de Jim Bowie, soldado estadunidense que lutou na Guerra de Independência do Texas. Inspirado pelas cenas em que o personagem aparecia com a faca Bowie, Gasparini iniciou a confecção de instrumentos de corte. “Vi o filme e me apaixonei. Não comecei a fazer faca de imediato, mas sempre tive vontade. Um dia fiz a primeira e não parei mais. Hoje produzo por diversão e realmente gosto daquilo que faço. É uma paixão, é meu estilo de vida.”

    Zaza Revishvili

    Nascido na Geórgia, Zaza Revishvili é um dos grandes nomes da cutelaria mundial. Com prêmios em Moscou, Atlanta, Nova Iorque, Paris e Munique, seu conceito de produção é voltado a peças mais elaboradas, com usos de jóias e técnicas como a filigrana, ornamentos decorativos feitos de fios de metais muito pequenos. A qualidade das facas faz com que Zaza venda seus produtos para colecionadores, grandes estadistas e até a personalidades como o roqueiro Axl Rose. Questionado sobre como desenvolveu suas técnicas com tanta excelência, sua resposta é simples: “Amor é algo muito poderoso. Quando fazemos o que amamos, fazemos da melhor forma possível”.

    Ricardo Vilar

    Escoteiro na infância, Ricardo Vilar não tinha dinheiro para comprar todas as ferramentas que precisava e a solução encontrada por ele foi fabricar as próprias. Hoje, há 23 anos atuando na confecção de facas, sua produção é voltada para ferramentas de trabalho, que possuem baixo custo e alta qualidade. Vilar fornece facão para os Guerreiros de Selva do Exército Brasileiro e a faca oficial da Brigada de Infantaria Paraquedista. Para ele, é incrível como um único instrumento pode transformar a vida das pessoas em diversos níveis. “A faca, na minha concepção, está dentro da memória genética do ser humano. É o instrumento mais perfeito, o design ideal. Ele foi desenvolvido na Idade da Pedra Lascada e até hoje o formato se mantém: uma lâmina e um cabo. Tudo o que fazemos depende da faca, do corte. É só pensarmos quantas vezes usamos uma lâmina em nossos dias. Cutelaria é vida. Ela é a minha vida, meu sustento e vida para humanidade.”

    Márcio D’Ávila

    Com a cultura do Rio Grande do Sul, a cutelaria D’Ávila investe em facas para o homem do campo, que possam ser utilizadas com facilidade no dia a dia. Para Marcio, além de um instrumento, as facas fazem parte da cultura gaúcha que se transfere de geração a geração. “Desde a infância nós vemos o pai, os avós, tios usando e valorizando essa ferramenta. É um produto que é importante. Quando um menino de 15 anos ganha do padrinho, do avô ou pai uma faca, isso tem um valor imensurável. Não tem preço que pague a faca ganhada de presente.”

    Eduardo Berardo

    Em uma viagem há 10 anos ao Rio Grande do Sul, o capitão da Polícia Militar Eduardo Berardo conheceu um rapaz que se dedicava a cutelaria. Interessado pela prática, tornou-se seu aprendiz à distância. “Ele me dava orientações. Fui na tentativa e erro, na perseverança. Quando nos víamos ele avaliava meu trabalho. Persisti e, aos poucos, vendi. Com o dinheiro, comprei equipamentos e hoje tenho minha oficina.” Para Eduardo, ser cuteleiro é gratificante. “Eu brinco que não trabalho, me divirto o tempo inteiro. Sou sempre recompensado. Recompensado não apenas pelo lado financeiro, que para mim é o menos importante, mas pelo emocional. É muito satisfatório trabalhar por horas, dias e, às vezes, semanas em uma determinada peça. Você termina, vê que fica um trabalho primoroso. Os clientes que compram dão um feedback positivo. É legal saber que uma pessoa adquiriu uma peça sua, que vai fazer parte da coleção dela e que provavelmente essa coleção passará de geração a geração. Temos um tratamento digno pelo trabalho que prestamos”.

    Sandro Boeck

    Gaúcho e advogado, Sandro Boeck tem a cutelaria como sua grande paixão. Começou no ramo em 1997 quando, por meio de um editorial em uma revista sobre facas, confeccionou seu primeiro instrumento. Hoje ele recria facas das diferentes regiões do país e foi premiado por uma réplica da utilizada pelo cangaceiro brasileiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Para Boeck, o país tem potencial para ser um dos grandes celeiros de cuteleira do mundo. “Temos uma associação brasileira, estamos linkados na associação americana. Buscamos a essência da cutelaria com técnicas antigas, mas também com tecnologia. Cada peça é diferente, cada peça é única. Não é faca apenas de uso, mas é obra de arte.”

    Fonte: Globo Rural

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    "Senti que a vaca não estava bem. Voltei da viagem. Um dia após, ela morreu"

    (Foto:Rogério Albuquerque) Rubens posa com o clone da Badalada, na fazenda de Figueirão (MS)

    “Eu estava viajando. Pressenti que Badalada, bastante doente então, não estava passando bem e que ela sentia minha ausência. Retornei e passei a tarde e a noite a mimando. No outro dia, ela morreu.” Há muita emoção nas palavras de Rubens Catenacci, 70 anos, criador de bezerros na cidade de Figueirão, no norte de Mato Grosso do Sul. “Não tenho nenhuma dúvida de que ela estava sentindo minha falta.” 

    Badalada, que foi a terceira melhor vaca da raça nelore do Brasil, foi – e é –, a responsável pela excelente genética do gado selecionado por Catenacci. Para ter ideia, sua fazenda, a 3R, produz bezerros de mais de 300 quilos. Alguns deles chegam a impressionantes 380 quilos. Para o nelore é um feito e tanto.

    Quando a campeã adoeceu seriamente, Rubens mandou erguer uma “casinha” confortável para a fêmea. Sabe em que local? Ao lado da sua casa. Do ladinho, distância de três metros. “Eu dava comida para ela e lhe oferecia carinho todo momento”, relembra Rubens.

    A vaca morreu em 2011. Rubens produziu o clone de Badalada, que está com quatro anos e sendo aspirada.

    “O clone é a própria Badalada, seu Rubens, mas o senhor sente saudades dela?” O fazendeiro não responde, mas acaricia e conduz o clone para a foto de Rogerio Albuquerque como se a pisar em nuvens estivesse. (Sebastião Nascimento - Globo Rural)

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    Agronorte

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    UNI-RN esclarece os motivos que proibiram os ex-alunos de frequentar a biblioteca

    Prezado, senhor

    Tendo em vista a referência em seu conceituado blog ao Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN), em especial à sua Biblioteca, convém esclarecer que a Biblioteca do UNI-RN foi dimensionada para atender, plena e satisfatoriamente, ao número de alunos matriculados na instituição, pois para essa demanda é que foram projetados seu espaço físico e seu acervo bibliográfico.

    Por essa razão, limitou-se o uso do espaço por alunos que já deixaram a instituição pelo período de um ano. Decorrido esse prazo, restringe-se o acesso para que outros possam, também, fazer uso.

    Convém esclarecer que essa medida foi tomada em prol dos próprios alunos, pois se constatou, em determinado momento, que havia mais gente de fora da instituição do que os próprios alunos. A grande procura se deve às boas acomodações, o conforto e a localização que a Biblioteca oferece, somado ao seu rico acervo bibliográfico.

    A decisão de restringir, portanto, o seu uso ao público externo não foi arbitrária, aleatória e sem amparo, visto que está em consonância com os preceitos do MEC de que as instituições devem oferecer aos “seus alunos” boas condições de espaços e acervos para consultas pedagógicas.

    Mas a reitoria do UNI-RN estuda, já há algum tempo, uma medida que venha a contemplar essa demanda extra, pois por ser bem localizada, confortável e com um rico acervo a nossa Biblioteca é bastante procurada.

    Na certeza de termos esclarecido os fatos, estamos à disposição para quaisquer outras informações.

    Atenciosamente,

    Assessoria de Comunicação UNI-RN

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    Marcelo Abdon

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    Após perder 294 kg, homem agora se prepara para "trocar de pele" nos EUA

    Paul Mason, que já pesou 445 kg e concorreu ao assombroso título de homem mais gordo do mundo, perdeu surpreendentes 294 kg depois de uma cirurgia de bypass gástrico [técnica de redução do estômago]. Mas ele ficou com um lembrete cruel e perpétuo da pessoa que já foi um dia: mais ou menos 100 kg de pele solta que o envolvem como uma coberta viva.

    Ela ainda está em toda parte: pendurada nos braços, em dobras drapeadas sobre a barriga, em volta das coxas; infecciona com frequência e é tão incômoda que ele é obrigado a usar uma cadeira de rodas a maior parte do tempo. "É como se eu estivesse carregando umas crianças por aí", disse Mason.

    Mason, que tem 54 anos, não conseguia encontrar um médico disposto a retirar o excesso de pele na Inglaterra, onde morou até recentemente. Mas com uma combinação de vontade forte, sorte, fé e a bondade de muitos estranhos, ele agora está morando no interior de Massachusetts e se preparando para a primeira de uma série de cirurgias de remoção de pele na cidade de New York.

    Sua nova vida não poderia ser mais diferente da antiga, quando ele estava sozinho, de cama, desesperado e comendo até morrer.

    "Quando eu olho para trás para aquela pessoa, aquela pessoa de 445 kg que ficava deitada na cama 24 horas por dia, só pensando em comer e nada mais, não sou eu", disse Mason. "Eu não quero ser aquela pessoa."

    Tudo vem sendo uma série de acontecimentos improváveis. Depois que uma matéria sobre Mason apareceu no "The New York Times", uma cirurgiã plástica do Lenox Hill Hospital, Jennifer Capla, recebeu um telefonema de sua mãe, que também é médica.

    "Ela disse: Você precisa ajudar este homem!", lembra-se Capla.

    Depois de ir atrás de Mason na casa dele em Ipswich, Inglaterra, Capla apresentou-lhe uma proposta de mudar a vida: se ele pudesse ir aos Estados Unidos, ela faria a cirurgia de remoção de pele e abriria mão do pagamento.

    Ao mesmo tempo, uma mulher de Orange, Rebecca Mountain, viu um vídeo sobre Mason no YouTube. Ela também ficou tocada pelo quanto ele tinha caminhado e o quanto ainda precisava caminhar.

    "É fácil fazer sensacionalismo com a história de forma que ela gire em torno do peso, e não da pessoa", disse Mountain. "Mas esta era de fato uma história transformadora. Havia algo ali. Você podia ver a pessoa genuína ali."

    Ela o encontrou no Facebook, e eles começaram a conversar via Skype. As conversas logo ficaram pessoais. "A maioria delas durava horas, até o sol nascer na Inglaterra", disse Mason. Ele não tinha tido um relacionamento sério havia mais de 25 anos; Mountain, 41 anos, estava solteira há alguns anos.

    Mountain trabalha por conta própria, fazendo mobília para gatos – almofadas para afiar as unhas, postes para escalar – e quase não consegue pagar suas contas. Mas ela começou a poupar, um pouco de dinheiro de cada vez, até que conseguiu comprar uma passagem para a Inglaterra. Quando ela e Mason finalmente se encontraram, ela disse: "foi como rever um velho amigo, porque nós já tínhamos construído aquele nível de conversa e confiança". 

    As coisas começaram a acontecer rapidamente. Por causa da visibilidade na Inglaterra, o talk show norte-americano "The View" ouviu falar sobre Mason e o levou para lá. Mountain o surpreendeu com um pedido de casamento. "Sabíamos que queríamos fazer isso, e eu pensei, vamos tornar público", disse Mountain.

    Mason se mudou para os EUA no final do ano passado, e agora mora na pequena casa de Mountain em um lugar encantador porém isolado no interior. Não tem sido fácil. O dinheiro é um grande problema; eles ainda estão tentando levantar o suficiente para os cuidados pós-operatórios.

    O Lenox Hill Hospital também está arcando com os custos da cirurgia de Mason, que está agendada para 28 de abril. É um procedimento complicado, e Capla terá a ajuda de uma grande equipe de médicos, incluindo dois cirurgiões de outros estados. (Eles também não cobrarão para fazer a cirurgia.)

    Quanto a Mason, teve muito tempo para pensar sobre quem ele era antes. Ele atribui sua antiga obesidade a uma combinação de coisas: um pai cruel que batia e era verbalmente violento com ele e a mãe; uma parente que abusou sexualmente dele durante anos quando ele era criança; e colegas de classe que o ridicularizavam ao ponto de a escola ser um tormento.

    Ele trabalhou durante anos entregando correspondência, mas acabou ficando muito gordo para continuar e teve que viver de benefícios do governo. Depois que seu pai morreu, ele voltou para casa para cuidar da mãe. Foi então que começou a comer para esquecer. "A comida era uma fuga para mim", disse ele. "Era como ir para um mundo diferente, onde eu sentia conforto."

    Sua vida acontecia na cama e se reduziu a quase nada: comer, cochilar, comer, cochilar. Ele precisava de cuidados 24 horas por dia; para trocar os lençóis, seus acompanhantes tinham que levantá-lo da cama com uma máquina especial. Quando ele foi para o hospital, foi levado numa empilhadeira.

    Depois que sua mãe morreu, Mason procurou terapia pela primeira vez. Suas emoções vieram à tona. (Ele agora está escrevendo um livro.) Isso foi o estopim de tudo o que aconteceu depois: a operação, a perda de peso extrema, e o desejo de nunca mais voltar àquela época e a ser aquela pessoa.

    Agora ele come moderadamente, e às vezes esquece de comer, até que Mountain o lembra. Ele é um bom cozinheiro, e desde que mudou, a própria dieta de Mountain melhorou consideravelmente. Ela parou de pedir pizza e começou a esperar ansiosamente as refeições caseiras de seu noivo.

    "Eu não diria que meu corpo é um templo", disse Mason. "Mas a comida agora é um meio para um fim." Ele continuou: "você se ergue daquele poço de escapismo que o cercava – eu não sei que palavra eu usaria, mas era como o crack, na verdade – e daí você agarra a vida." (The New York Times)

    abril26

    Novo terremoto atinge o Nepal, que já conta mais de 2.000 mortos

     
    Resgate chega a base no Everest

    Um novo terremoto - réplica - de magnitude 6,7 atingiu o Nepal na manha deste domingo (26), divulgou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), provocando avalanches no monte Everest. O tremor, com epicentro a leste de Katmandu, e mais perto da fronteira com a China que o anterior, foi registrado a 10 km da superfície. A réplica também foi sentida até em Nova Déli (Índia).

    A região do vale do Katmandu, mais povoada do Nepal, ainda se recuperava do tremor de magnitude 7,8 que deixou mais de 1.900 mortos no país - pelo menos 300 deles na capital - e cerca de 4.700 feridos, segundo o ministério do Interior. Considerando as 51 pessoas mortas na Índia e os 17 mortos na China (com os avalanches no monte Everest), o número de vítimas fatais ultrapassa os 2.000.

    A destruição e o número de mortes faz deste terremoto o mais mortífero no país em 81 anos. A estimativa é de que o número de vítimas seja ainda maior, devido à devastação na região da capital, Katmandu. O forte tremor destruiu milhares de casas e prédios históricos, e desde a manhã de sábado, quando aconteceu o tremor principal, o país já sofreu pelo menos 35 réplicas de entre 4 e 6,7 graus.

    As ruas de Katmandu amanheceram neste domingo cheias de pessoas que passaram a noite em claro enquanto se repetiam as réplicas do terremoto de 7,8 graus que no sábado sacudiu o país, deixando um balanço de mortos que se aproxima dos 2.000.

    O governo nepalês pediu à população para se manter alerta durante as próximas 48 horas perante a possibilidade de que os novos tremores terminem de derrubar edifícios afetados e em situação de fragilidade desde ontem ou aconteçam quedas de postes e muros.

    Estima-se que 4,6 milhões de pessoas na região foram expostas aos tremores, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários. Apenas no Nepal, 30 dos 75 distritos - 40% do território nepalês - foram afetados pelo terremoto. Somente a cidade de Katmandu tem população de 1 milhão de pessoas, e o Vale de Katmandu, 2,5 milhões, muitas vivendo em condições de pobreza.

    O epicentro do terremoto foi registrado 80 km a noroeste de Katmandu e a 15 km de profundidade. De acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), os tremores ocorreram às 11h26, no horário local (3h26 em Brasília). Após o choque principal, foram registrados ao menos 16 pequenos tremores, de magnitude 4,5. Países vizinhos, como Índia, Paquistão e Bangladesh, também foram afetados. Ainda não há números oficiais de feridos.

    Vários edifícios desabaram no centro da capital nepalesa, incluindo templos seculares. Um importante marco histórico na cidade, a torre de Dharahara, declarada patrimônio da Unesco, ficou quase toda destruída.

    O centro antigo de Katmandu é formado por um emaranhado de edifícios próximos uns dos outros, ruas estreitas e casas mal construídas, com grandes famílias morando nelas.

    Em nota, o Itamaraty declarou que a embaixada do Brasil em Katmandu está "mobilizada para prestar o apoio necessário aos cidadãos brasileiros que se encontram no país" e que "os brasileiros já localizados pela embaixada não sofreram ferimentos e estão recebendo toda a assistência cabível". Não há informação sobre a presença de brasileiros entre as vítimas fatais. 

    Pior abalo sísmico desde 1934

    De acordo com o jornal francês "Le Monde", o abalo sísmico deste sábado é o mais forte registrado no Nepal desde 1934, ano em que um terremoto de magnitude 8 provocou entre 10 mil e 20 mil mortes.

    O jornal também afirma que 18 pessoas morreram hoje em decorrência de avalanches no monte Everest, provocadas por tremores relacionados ao terremoto. A região é bastante procurada por alpinistas nesta época do ano.

    Autoridades do Nepal informaram que um deslizamento de neve encobriu parte de um acampamento de base. Segundo o Ministério do Turismo, foram confirmados ao menos 18 mortos, "estrangeiros e sherpas [guias]", cujas identidades ainda não foram divulgadas. Estima-se que cerca de mil pessoas, entre as quais 400 alpinistas estrangeiros, estivessem no entorno do campo base no momento da avalanche.

    Um montanhista brasileiro, o cearense Rosier Alexandre, faz parte de uma expedição ao Everest que foi afetada. O acampamento onde ele estava foi destruído pela avalanche, mas Rosier está bem, de acordo com informações de sua mulher, Danúbia Saraiva.

    Países vizinhos atingidos

    No Paquistão, Mohammad Shahab, morador de Lahore, contou a jornalistas que estava em seu escritório quando o terremoto abalou a cidade, próxima da fronteira com a Índia. Ele disse que os tremores continuaram por um tempo, e que depois a situação se normalizou.

    O terremoto também foi sentido na capital indiana, Nova Déli, e repórteres da Associated Press relataram fortes tremores nas cidades de Lucknow, localizada no norte da Índia, a cerca de 430 km do epicentro, e em Patna, a 280 km.

    A Índia confirmou pelo menos 34 mortos no país. (Agências internacionais)

    abril25

    Ficar em pé durante a aula pode melhorar os estudos

    Uma pesquisa feita nos Estados Unidos com 300 crianças entre 7 e 10 anos indica que ficar de pé durante as aulas pode ajudar a melhorar o aprendizado.

    Os pesquisadores acompanharam os alunos do ensino fundamental durante um ano, e analisaram o desenvolvimento de dois grupos. Um deles tinha aulas em pé, em mesas verticais, e outro, sentado.

    Os resultados mostram que, em pé, os alunos tiveram um engajamento 12% maior em atividades de classe. Isso equivale a 7 minutos a mais de atenção e participação durante uma aula de uma hora.

    “Mesas verticais podem reduzir problemas de comportamento e aumentar a atenção de estudantes”, diz o pesquisador Mark Benden, que liderou os estudos na universidade Texas A&M Health Science Center. “É uma forma de oferecer um método diferente para completar tarefas acadêmicas e que quebra a monotonia de ficar sentado.”

    Para calcular a participação dos alunos em sala de aula, os pesquisadores mediram ativades como responder a questões dos professores, levantar a mão para fazer perguntas e participar ativamente de discussões. 

    abril25

    ONU pede que Indonésia desista da execução de dez acusados de tráfico de drogas

    O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou hoje (25) ao governo indonésio para não executar dez pessoas, entre as quais o brasileiro Rodrigo Gularte, condenadas à morte por tráfico de drogas, reiterando a tradicional oposição à pena capital.

    Os dez condenados são um indonésio e nove estrangeiros oriundos da Austrália, do Brasil, das Filipinas, da Nigéria e da França. Nove destes condenados foram informados da sua execução iminente. O francês Serge Atlaoui foi excluído da lista das próximas execuções. 

    Ban Ki-moon “apelou ao governo indonésio para não executar, como anunciou, os dez prisioneiros que se encontram no corredor da morte pelos crimes alegadamente ligados à droga”, diz um comunicado da ONU.

    “Segundo a legislação internacional, em casos onde a pena de morte está em vigor, esta apenas deve ser aplicada em crimes graves, como mortes com premeditação”, diz a ONU. Acrescenta ainda que “as infrações ligadas à droga não estão normalmente incluídas nesta categoria de crimes muito graves”.

    Gularte foi preso em julho de 2004 após entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína dentro de pranchas de surf, tendo sido condenado à morte em 2005.


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