Natal(RN), Domingo, 2 de Agosto de 2015

    agosto2

    Mar de lama inunda o país

    Por *Cláudia Santa Rosa

    Não, não me venham dizer que tudo começou agora, que a corrupção esteve distante da cozinha do poder, em tempos de Brasil alheio ao Lulismo. Por outro lado, de mim não esperem a passividade que um dia aprendi que seria alienação política. Não, não me apetece, absolutamente, vedar os olhos, tampouco me estupefar como se vivêssemos algo completamente novo, o extraordinário.

    O Brasil atravessa um momento delicadíssimo.

    Um mar de lama transborda de dentro para fora e de fora para dentro do Governo Federal, deixando um rastro de incertezas sobre o que restará de uma nação que tenta aprender sobre democracia, imersa em escândalos de corrupção e desvios do que é público em favor do privado.

    A lama degrada, envergonha, forma crostas alimentadas por esquemas de corrupção, tão antigos quanto possa ser considerada a nossa jovem República. Ao brasileiro tem restado o sentimento de vergonha e revolta, especialmente quando se verifica a facilidade com que alguns acumulam riquezas, edificam projetos de perpetuação no poder, desfrutam de mordomias, cativam o que um dia foi objeto de indignação pública.

    Nas eleições de 2014, as urnas deram os seus recados e por muito pouco não ocorreu alternância de poder. Presenciou-se a mais autêntica forma de protesto, realizado por quase 50% dos eleitores brasileiros. Porém, carece não esquecermos que o movimento das urnas nasceu nas ruas, nas manifestações que eclodiram de norte a sul do país, ainda em 2013. Passadas as eleições, o sentimento de indignação retornou aos grotões reais e virtuais, embora sem a mesma vitalidade de antes.

    Tenho uma hipótese: parte das situações vexatórias impostas ao Brasil é sustentada pela histórica prática de rateio de cargos públicos, objetivando acomodar políticos sem mandatos, parentes e afilhados de lideranças partidárias ou de financiadores de campanhas. É evidente que aqui eu não generalizo, absolutamente, apenas realço o grau de implicação dessas pessoas com quem as protege. Elas são milhares, espalhadas por todo país, um verdadeiro exército pronto para seguir uma espécie de cartilha de práticas pouco republicanas.

    Velhas práticas se perpetuam. Os cargos comissionados e as funções gratificadas são tantas que a cada suposta exoneração, apenas ocorre troca de nomes. Salvo exceções, saem uns e assumem outros “convertidos”, dispostos, no mínimo, a defenderem que os indicou. Assim, segue o Brasil: refém da lentidão da Justiça e dos órgãos de controle. A impunidade e os vícios prosperam, o ciclo se refaz.

    Do mesmo modo, se mostra perverso o quadro de subserviência do Legislativo em relação ao Executivo. Em nome de manter a maioria em votações polêmicas e evitar, por exemplo, as instalações de CPIs, o Governo faz concessões aos parlamentares “aliados”. Comenta-se que as ofertas, no âmbito do toma lá-dá-cá, envolvem, sobretudo, obras e cargos.

    Reforço o que já escrevi outras vezes: a superpopulação que ocupa cargos comissionados na gestão pública é um emblema do atraso, por serem os cargos transitórios e viciados na forma grotesca com que são criados, negociados, rateados e até extinguidos, sugerindo pertencimento à esfera privada dos gestores e concatenados com escolhas político-partidárias.

    A “limpeza” que precisa ser feita nas entranhas do Brasil é tão urgente quanto o é a necessidade de emergirem lideranças novas, tocadas pela urgência de se promover a educação política da população. É de autonomia e decência, no pensar e no agir, que estou a falar.

    *Professora, especialista em Psicopedagogia, Mestre e Doutora em Educação. Diretora Executiva do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) e Coordenadora do “Esquina do Conhecimento, projeto pedagógico da Escola Estadual Manoel Dantas. É articulista de temas relativos à Educação e no ano de 2014 passou a publicar, também, minicontos de amor, crônicas e poemas que são tentativas de incursão pelo universo do texto literário. (educadora@claudiasantarosa.com)

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    agosto2

    Contato com a natureza diminui chances de ansiedade e depressão

    Uma caminhada no parque pode acalmar a mente e, no processo, mudar o modo como ela funciona melhorando nossa saúde mental. É isso que afirma um estudo recente sobre os efeitos físicos que o contato com a natureza tem no cérebro.

    Hoje, a maioria das pessoas moram em centros urbanos e passam muito menos tempo em espaços verdes e naturais do que as gerações passadas. Moradores das cidades têm riscos maiores de sofrer de ansiedade, depressão e outras doenças mentais do que aqueles que vivem longe da do espaço urbano,

    Esses fatores parecem ligados de alguma maneira, de acordo com um conjunto cada vez maior de pesquisas. Vários estudos descobriram que quem mora nas cidades, com pouco acesso a áreas verdes, tem incidência mais alta de problemas psicológicos do que as pessoas que vivem perto de parques. Além disso, os moradores urbanos que frequentam ambientes naturais têm níveis menores de hormônio do estresse, logo depois da visita, do que aqueles não veem áreas verdes há algum tempo.

    Mas ainda não está claro como frequentar um parque ou a outra área verde pode alterar o humor. Será que vivenciar a natureza realmente mudar o nosso cérebro de modo a afetar nossa saúde emocional?

    Essa possibilidade intrigou Gregory Bratman, aluno de graduação do Programa Interdisciplinar Emmett de Meio Ambiente e Recursos da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, que estuda os efeitos psicológicos da vida urbana. Em um estudo publicado no último mês, ele e seus colegas descobriram que voluntários que andaram brevemente no meio de uma exuberante área verde no campus da universidade ficaram mais atentos e felizes depois do que os que passearam o mesmo tempo perto de tráfego pesado.

    Mas o estudo não examinou os mecanismos neurológicos relacionados aos efeitos de estar na natureza. Assim, para a nova pesquisa, que foi publicada no último dia 14 "Proceedings of the National Academy of Sciences", Bratman e seus colaboradores decidiram analisar mais de perto qual o efeito de uma caminhada para desenvolver preocupações.

    Ficar preocupado, mais conhecido entre os cientistas cognitivos como ruminação mórbida, é um estado mental familiar à maioria de nós no qual parece que não podemos parar de "mastigar" as maneiras em que as coisas estão erradas conosco e com nossas vidas. Essa preocupação estilo "disco riscado" não é saudável e não ajuda em nada. Pode ser uma precursora da depressão e é desproporcionalmente comum entre as pessoas das cidades em comparação com aqueles que vivem fora das áreas urbanas.

    Talvez mais interessante para os objetivos de Bratman e seus colegas, no entanto, esse tipo de ruminação também é fortemente associado ao aumento da atividade em uma porção do cérebro conhecida como área subgenual do córtex pré-frontal. Se os pesquisadores pudessem acompanhar a atividade nessa parte antes e depois de a pessoa entrar em contato com a natureza, eles teriam uma ideia melhor sobre em que extensão as áreas verdes mudam a mente das pessoas.

    Bratman e seus colegas primeiro juntaram 38 moradores adultos e saudáveis da cidade e pediram que completassem um questionário para determinar seu nível normal de ruminação mórbida. Os pesquisadores também checaram a atividade cerebral da área subgenual do córtex pré-frontal de cada voluntário, usando escâneres que avaliam o fluxo de sangue no cérebro. Maior fluxo de sangue é normalmente um sinal de mais atividade nessas áreas.

    Então, os cientistas distribuíram aleatoriamente metade dos voluntários para andar por 90 minutos por uma área verde e calma, parecida com um parque, no campus de Stanford, ou perto de uma estrada larga, movimentada e barulhenta. Os voluntários não podiam ter companhia nem ouvir música. Eles andaram no ritmo que preferiram.

    Imediatamente depois de terminar de andar, os voluntários voltaram ao laboratório e repetiram tanto o questionário quanto o escaneamento do cérebro. Como era esperado, andar ao longo de uma estrada não acalmou a mente dos voluntários. O fluxo de sangue na área subgenual do córtex pré-frontal ainda estava alto, e o nível de ruminação não mudou.

    Mas, os voluntários que andaram pela trilha tranquila, cheia de árvores, mostraram melhoras pequenas, mas significativas na saúde mental, de acordo com os questionários. Eles já não estavam mais tão presos aos aspectos negativos de suas vidas quando antes. Também tinham um fluxo de sangue menor na região subgenual do córtex pré-frontal. Essa parte do cérebro estava mais tranquila.

    "Esses resultados sugerem que estar em ambientes naturais pode ser uma maneira quase imediata de melhorar o humor para as pessoas que vivem em cidades", diz Bratman.

    Claro que muitas perguntas ainda não foram respondidas, afirma ele, incluindo quanto tempo na natureza é suficiente ou ideal para nossa saúde mental, assim como quais aspectos do mundo natural são mais tranquilizadores. É o verde, a calma, o sol, os cheiros, tudo junto, ou algo diferente que melhora nosso humor? Precisamos estar andando ou fazendo uma atividade física para conseguir totalmente os benefícios psicológicos? Devemos estar sozinhos ou a companhia amplifica a melhoria do humor?

    "Ainda precisamos fazer uma quantidade tremenda de estudos", afirma Bratman.

    Mas, enquanto isso, ele explica que há poucas desvantagens de se passear pelo parque mais próximo, e alguma chance de que você possa silenciar beneficamente, pelo menos por um tempo, a área subgenual do córtex pré-frontal. 
    (The New York Times)

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    agosto2

    Em luta de 34 segundos, Ronda vence Bethe Correia e mantém cinturão

    Trinta e quatro segundos. Esse foi o tempo que durou o combate entre Ronda Rousey e Bethe e a brasileira Bethe Correia, pelo UFC 190, na Arena da Barra, no Rio de Janeiro. A americana mais uma vez provou que está acima de qualquer uma no MMA e entre as maiores atletas do mundo. 

    O clima de provocação entre a americana e a brasileira se refletiu na encarada entre as duas atletas. Bastante focada, Ronda sequer cumprimentou sua adversária. Bethe entrou ovacionada pela torcida, como em nenhum momento visto durante a semana de preparação do combate. Porém, o apoio da torcida não foi o suficiente.

    A luta começou com a americana partindo para cima e buscando a trocação. Bethe conseguiu se defender em um primeiro momento e tentar conectar alguns golpes, que chegaram até a atingir Ronda.

    Contudo, a americana mostrou o porque é a melhor do mundo. Com um boxe de altíssimo nível, levou a brasileira para clinch e acertou pelo mens um direto de esquerda antes de derrubá-la com um de direita. Trinta e quatro segundos de luta.

    "Planejei trocar com ela antes de engajar no clinch e deu certo. Vocês viram o que aconteceu", falou a americana após o combate, bastante emocionada.

    E sem deixar a polêmica de lado, Ronda lembrou o episódio em que a brasileira a provocou, quando citou que a americana iria "se suicidar" caso perdesse. "Eu espero que ninguém mais fale de família. Espero que essa seja a última vez", disse.

    A americana chegou a sua 12ª vitória na carreira e segue invicta, com seis defesas de cinturão do peso galo feminino do UFC. Em apenas uma oportunidade teve de enfrentar mais de um round. Faltam adversárias para a melhor do mundo. (TN Online)
     

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    agosto2

    Natalenses vão às ruas pedir paz

    Mais de 2 mil pessoas devem participar da caminhada “Natal Pede Paz”, na tarde deste domingo, 2 de agosto. O ato, por uma cidade mais segura, está previsto para começar às 15h, na Praça Pedro Velho, em Petrópolis. Vestidos de branco, com camisetas padronizadas, produzidas e vendidas pelos organizadores para custear o evento, os participantes caminharão pela Trairi, Hermes da Fonseca, Apodi e Prudente de Morais. A mobilização terminará na praça, com shows de artistas locais. Todo o repertório será de músicas que falam de paz.

    Os organizadores enfatizam que a caminhada é um evento apartidário, em defesa da vida. A articulação para o ato começou há pouco menos de um mês e, com ajuda das mídias sociais, alcançou uma grande quantidade de pessoas, além da adesão das principais escolas privadas de Natal e de várias instituições, entre elas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Câmara dos Dirigentes Logistas de Natal (CDL), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RN (Abrasel), o Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (Sinpol) e a Igreja Católica. O arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, confirmou participação.

    “A iniciativa é muito louvável, principalmente por se tratar de uma promoção da sociedade civil e de um evento aberto, plural e ecumênico, pois haverá outras lideranças religiosas presentes. A Igreja Católica não poderia ficar fora de um ato por uma causa tão urgente, justa e desafiadora”, declarou o arcebispo de Natal.

    O presidente da OAB no RN, Sérgio Freire, destacou o propósito da caminhada, sem fins partidários. “Não é de agora esse reclame da sociedade. Mas é importante que a manifestação não seja apenas para reivindicar segurança, mas para que se busque a paz social. Vivemos um momento difícil, em que a violência se sobressai em tudo. A sociedade está em um grau de irritabilidade muito grande”, disse.

    A ideia da caminhada “Natal Pede Paz” nasceu em um grupo de whatsapp com 60 agentes de viagem, dias depois do assassinato de Samuel Augusto de Albuquerque Barreto, de 31 anos. O jovem, que era funcionário da loja da TAM em Natal, foi morto a tiros no dia 28 de junho, em Cidade Verde, após tentar evitar que seu carro fosse roubado.

    A partir do grupo, foi criada uma comissão de oito pessoas, que logo aumentou para 12. “Nisso, nós ficamos sabendo que a empresária Denise Lins, proprietária de uma gráfica, havia criado a página “Natal Pede Paz” para divulgar no Facebook dados relacionados à segurança pública. Aí nos juntamos e começamos a articular apoios para a caminhada. Em dois dias, a página já havia alcançado a marca de 6 mil seguidores”, diz a empresária Vanessa Gurgel, que integra a comissão responsável pela organização do evento.

    Também foi idealizada e confeccionada uma camiseta para a caminhada. Até a última quinta-feira, 30 de julho, já haviam sido vendidas 2 mil camisas. Para Vanessa Gurgel, a adesão mostra que a população está assustada com a insegurança.

    “No nosso grupo, muitos já foram vítima da violência. Eu mesma tive o carro roubado às 8h15, a 100 metros da delegacia de Mãe Luiza, naquele avenida em que os ônibus passam. Estava bem movimentado e mesmo assim dois homens botaram as armas em cima de mim e levaram os pertences que estavam no veículo”, conta a empresária. O episódio aconteceu no dia 14 de abril.

    Vanessa enfatiza que o ato não tem fins lucrativos, tampouco posição partidária ou religiosa, porque a violência não escolhe cor, crença, idade, gênero ou classe social. “Por isso, esse movimento representa mais de 800 mil pessoas movidas por um único desejo: o direito de ir e vir em paz.”

    O QUE
    Caminhada Natal Pede Paz
    Quando: domingo, 2 de agosto
    Concentração e chegada: Praça Pedro Velho, Petrópolis
    Início: 15h
    Percurso: Rua Trairi – Av. Hermes da Fonseca – Rua Apodi e Av. Prudente de Morais

    Caminhada nas redes sociais
    Facebook: www.facebook.com/natalpedepaz
    Twitter: @natalpedepaz
    Instagram: @natalpedepaz

    Fonte: Tribuna do Norte

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    agosto2

    Real foi a moeda que mais perdeu valor em 2015

    O dólar subiu 1,09% na última sexta-feira (31) e chegou a R$ 3,417, a maior cotação desde 20 de março de 2003. Em julho, a moeda americana subiu quase 10% em relação ao real e, em 2015, perto de 30%.

    O mês de julho foi de forte pressão para o real. Em meio às disputas entre o Planalto e o Congresso, às mudanças nas metas fiscais pelo governo e a ameaça de perda do grau de investimento do país, o real despencou.

    No exterior, a tendência também foi de queda para as demais moedas de países exportadores de commodities. O real foi uma das três divisas que mais cederam no mês passado. No resultado acumulado de 2015, o real lidera o ranking de perdas.

    "Não há como negar que o dólar reina hoje absoluto no mundo, contra todas as moedas e, particularmente, ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities. Mas a queda está sendo maior no Brasil porque você tem um aumento da percepção de risco em relação ao país", disse José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos.

    Levantamento feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, com base em 47 divisas negociadas à vista mostra que, em julho, o dólar subiu 10,09% ante o real, o que coloca a moeda na terceira posição de perdas no mês.

    A moeda americana subiu 10,54% comparada ao peso colombiano em julho e 10,91% em relação ao rublo russo, as duas piores. No ranking do ano, o real é a pior moeda, sendo que a alta acumulada do dólar está em 28,57%.

    O fato de os preços das commodities estarem caindo em todo o mundo, incluindo as matérias primas da pauta de exportação do Brasil, tem pressionado as divisas de vários países desde o início do ano. A proximidade do início do processo de alta de juros nos Estados Unidos é outro fator de alta para o dólar, com investidores já se antecipando a este movimento do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

    O problema é que o ambiente interno do país também intensifica a busca por dólares. Em julho, houve o rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, com o governo, o corte da meta fiscal para 2015, 2016 e 2017 e o rebaixamento, pela S&P, da perspectiva do crédito do país. São fatores que levaram a uma corrida em busca da segurança do dólar.

    "Se você olhar um histórico mais longo e comparar o real frente ao dólar, e uma cesta de países contra a moeda americana, em vários momentos verá que a brasileira se descolou. E isso acontece, tipicamente, em situações de aumento do risco doméstico", comentou Mauro Schneider, economista da MCM Consultores Associados.

    Disparada. Com as cotações encerrando julho acima dos R$ 3,40, parece claro que os tempos de dólar mais baixo, na faixa dos R$ 3,15, como visto no início do mês, ficaram para trás.

    Schneider disse que a consultoria revisará as projeções nos próximos dias porque os R$ 3,15 que estavam prevendo para o fim do ano ficaram "obsoletos". "Há muito tempo não vejo tamanha frequência na revisão de projeções como temos visto."

    "Nessa virada de julho, já imaginávamos que o dólar ficaria mais forte. Só que o movimento foi potencializado pelo fiscal horrível do governo", comentou Faria Júnior, da Wagner.

    "A chance de perda de grau de investimento é enorme. A Páscoa do ano que vem (no fim de março) pode ser uma data chave, porque a S&P costuma levar em média nove meses para fazer uma nova avaliação sobre o país. E neste momento o primeiro trimestre de 2016 já estará fechado."

    Faria Júnior diz que, por isso, fica difícil "recomendar venda de dólar", ainda mais em um ambiente de indefinição política e até possibilidade de impeachment da presidente. (Estadão)

    agosto2

    Franquia de cervejas especiais custa a partir de R$ 99 mil

    O Mestre-Cervejeiro.com é uma rede de franquias que vende cervejas especiais. A rede disponibiliza quase 600 rótulos da bebida para os franqueados colocarem à venda em suas unidades. Além da venda do produto, a marca também promove um curso de sommelier de cervejas e organiza “viagens cervejeiras”.

    A marca busca expandir sua presença nas regiões Sul e Sudeste. No segundo semestre, o Mestre-Cervejeiro.com abre suas primeiras unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A rede tem hoje 14 lojas em funcionamento, e quer fechar o ano com 40 unidades em todo o país.

    Investimento inicial: De 99 mil (modelo quiosque) a 128 mil reais (modelo loja de rua), incluindo a taxa de franquia.

    Prazo de retorno: 18 a 22 meses.

    agosto2

    Invenção genial pode tornar viagens aéreas menos tediosas

    Dê uma volta pelo corredor de um avião em voo e você vai ver muitos passageiros vendo filmes ou lendo num tablet ou smartphone. Mas achar uma posição confortável para isso não é fácil. O Airhook é um dispositivo simples que traz uma solução para esse problema.

    O Airhook nasceu da experiência de seu criador, o americano Craig Rabin. Numa viagem de Seattle a San Francisco, ele sentiu dificuldade para achar um lugar apropriado para o tablet enquanto carregava um casaco no colo para não amassá-lo no bagageiro.

    Rabin observa que, mesmo quando se usa a mesinha para apoiar o tablet ou smartphone, a tela fica muito baixa em relação aos olhos. Depois de algum tempo olhando para o dispositivo, o pescoço pode até ficar dolorido.

    Para resolver o problema, Rabin projetou um suporte plástico muito simples que pode ser preso acima da mesinha quando ela está fechada.

    O suporte mantém firme o tablet ou smartphone, e também inclui um porta-copos. Uma dobradiça permite ajustar a posição da tela quando o banco à frente é reclinado.

    Numa impressora 3D, Rabin fez sucessivos protótipos até chegar a um desenho que funcionasse bem. Lançou, então, o projeto no site de financiamento coletivo Kickstarter. O objetivo era arrecadar 15 mil dólares para fabricar o primeiro lote. Conseguiu 72 mil dólares.

    As primeiras pessoas que contribuíram para o projeto no Kickstarter puderam adquirir um Airhook por 15 dólares. Quando estiver disponível comercialmente, o dispositivo deverá custar 30 dólares. É um típico produto que pode fazer sucesso em lojinhas de aeroportos. (Exame)

    agosto2

    Pesquisadores desenvolvem linha de cosméticos à base de bambu

    Pesquisadores da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) desenvolveram uma linha de cosméticos feitos com extrato de bambu da Amazônia. A linha de produtos foi lançada, na última sexta-feira (31), no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, durante a Expoacre, principal feira de negócios do estado, que se estende até hoje (2).

    Segundo a diretora-presidente da Funtac, Dirlei Bersch, o órgão já desenvolve pesquisa com diversos tipos de óleos de plantas amazônicas, como o óleo de muru muru. Com o extrato do bambu, a fundação produziu uma linha que contém xampu, condicionador, hidratante, loção adstringente, sabonete vegetal e líquido. A etapa agora, segundo ela, é disponibilizar para o setor produtivo.

    "Desenvolvemos a tecnologia e testamos. A próxima etapa é transferir para o setor de produção. E podermos transferir para quem se interesse, não é exclusivo. Empresa, associação ou cooperativa que queira produzir pode buscar a tecnologia na Funtac. Vamos fazer um contrato de transferência e passar todo processo produtivo", explica.

    A Funtac produziu três linhas de produtos, fala a farmacêutica e diretora técnica do Laboratório de Produtos Naturais da Funtac. "Temos a Classe A, feita de produtos orgânicos, sem derivados de petróleo e conservantes. Tem a linha média, que é mais rústica e a mais simples, para hotéis. O extrato tem vitamina A, E e B5, que é o pantenol que revitaliza os minerais para hidratação do cabelo", acrescenta.

    Em relação ao custo de produção, Dirlei garante que é viável. "O custo fica na média de produção de outros produtos. O diferencial é o extrato desse produto, que temos em abundância na floresta. Cada empresa vai trabalhar seu processo de custo e margem de lucro, mas, de forma prática, é viável. É algo que vem da extração sustentável e produção extrativista. Tem vários componentes ambientais e sociais associados", finaliza. (G1)

    agosto2

    Ninguém acerta e Mega-Sena acumula

    O sorteio do concurso 1.728 da Mega-Sena foi realizado ontem (1), na cidade de Ipanema (MG). Para esta rodada, o prêmio estimado era de R$ 3 milhões e ninguém acertou as 6 dezenas.

    Veja as dezenas sorteadas: 03 - 08 - 28 - 39 - 42 - 59.

    De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), 45 apostas acertaram a Quina e levam R$ 42.525,31 cada. Na Quadra, foram 3.617 acertadores e cada um ganha R$ 755,81.

    Para o próximo sorteio, que será realizado na quarta-feira (4), a estimativa de prêmio é de R$ 7,5 milhões.


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