Natal(RN), Quarta-Feira, 4 de Março de 2015

    março1

    Criminoso americano procurado por crimes sexuais é preso no RN


    Fotos: Daniel Costa/G1

    A Polícia Militar prendeu na noite de sexta-feira, dia 27, no litoral Sul do Rio Grande do Norte, o americano Victor Arden Barnard, 53 anos, líder de uma seita religiosa nos Estados Unidos e que responde a 59 acusações de abusos sexuais contra crianças e adolescentes, crimes que teriam ocorrido entre os anos de 2000 e 2012.

    A Polícia Federal confirmou as informações e revelou que Barnard era procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal, mundialmente conhecida como Interpol, e que ele também figurava na lista dos 15 mais procurados pela agência U.S. Marshal, organização policial americana responsável pela busca e captura de foragidos internacionais.

    "A agência U.S. Marshal oferecia uma recompensa de 25 mil dólares (o equivalente a aproximadamente 72 mil reais) para quem desse informações que levassem o acusado à prisão. Contudo, como a Polícia Militar cumpriu com sua obrigação constitucional, assim como a própria Polícia Federal, o dinheiro não será reclamado”, acrescentou o delegado Paulo Henrique Oliveira, superintendente em exercício da PF no Rio Grande do Norte.

    Ainda de acordo com o delegado, o americano entrou de forma legal no Brasil em 2012, só sendo considerado procurado internacionalmente a partir de abril de 2014, quando condenado.

    A prisão

    O tenente da Polícia Militar Daniel Costa participou da prisão. Ele revelou que o estrangeiro foi encontrado por volta das 21h em uma casa dentro de um condomínio na paradisíaca praia da Pipa, município de Tibau do Sul. Escrituras, documentos, agendas, computadores, pendrives, aparelhos e chips celulares foram apreendidos e levados para a sede da Polícia Federal, em Natal.

    “Uma brasileira de 33 anos, que já morou nos Estados Unidos, dava cobertura ao acusado. Ela assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por favorecimento pessoal e foi liberada. Já o americano, foi levado para a superintendência da PF. Havia um mandado de prisão contra ele, incluindo uma ordem de extradição já assinada pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou o oficial.

    Ainda segundo o tenente, as informações sobre a presença do americano na praia da Pipa foram repassadas pela Polícia Federal. "Depois disso, demos início a uma operação para prendê-lo. Contamos com o efetivo da PM de Tibau do Sul e da Pipa", acrescentou.

    Jesus na carne

    De acordo com a imprensa americana, Victor Barnard começou a ser investigado em 2012 no estado americano de Minessota, quando duas de suas seguidoras resolveram denunciá-lo. Uma delas alegou que vinha sofrendo abusos sexuais desde os 12 anos. Outra, desde os 13 anos, quando ela e a família se juntaram a uma igreja chamada River Road Fellowship. Autoridades disseram que a congregação é um desdobramento do The Way International, grupo que se autodenomina cristão.

    Em julho de 2000, Barnard criou um grupo de jovens meninas chamado de "Maidens" ou "Alamote", segundo a denúncia. O grupo, que tinha 50 membros, pregava que as meninas deveriam permanecer virgens e nunca se casar.

    Na época, ainda de acordo com a denúncia, Barnard pregava que ele próprio representava “Jesus na carne”, e que para ele era normal fazer sexo com suas seguidoras, uma vez que “Cristo tinha tido relações com Maria Madalena e outras mulheres que o seguiam, assim como o rei Salomão havia dormido com muitas concubinas”.

    Em 2011, o grupo liderado por Barnard se mudou de Minessota para o estado de Washington. Em novembro de 2012, após ser condenado, a polícia foi atrás de Barnard, mas ele não foi localizado. (G1 RN)

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    DNA Center

    fevereiro26

    Vestido de Lupita Nyong'o, com 6 mil pérolas, é roubado

    Fontes policiais disseram ao site TMZ que o vestido usado pela atriz Lupita Nyongo, na cerimônia do Oscar 2015, que tem 6 mil pérolas e está avaliado em US$ 150 mil, foi levado do quarto que ela hospedou-se no London West Hollywood.

    O vestido é feito pelo brasileiro Francisco Costa, que vive nos Estados Unidos desde os anos 1990 e é diretor criativo da Calvin Klein.

    Em depoimento à polícia, a própria atriz afirmou que a roupa sumiu de seu quarto em algum momento entre 8h e 9h da manhã de terça-feira (24), enquanto ela estava fora. Policiais estão verificando as câmeras de segurança do hotel para encontrar o ladrão.

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    fevereiro24

    Carga de produtos eletrônicos é roubada em Aeroporto

    Uma carga de produtos eletrônicos avaliada em R$ 765 mil foi roubada por volta das 5h30 de ontem (23) em um depósito da TAM no Aeroporto de Congonhas/SP, na zona sul de São Paulo. O roubo só foi divulgado hoje (24).

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública, um vigilante foi abordado por um homem que exigiu que ele abrisse o portão do depósito e deixasse um caminhão de grande porte entrar. Enquanto isso, um veículo preto e cerca de dez homens que faziam parte da quadrilha aguardaram do lado de fora.

    O vigilante e todos os funcionários que chegaram ao trabalho foram feitos reféns. A quadrilha fugiu do local, após colocar a carga - que consistia em tablets, notebooks e celulares - dentro do caminhão.

    Na noite de ontem, policiais fizeram uma busca pela região e encontraram o veículo preto utilizado pela quadrilha estacionado em frente a uma casa na Favela Alba.

    Dentro do carro a polícia encontrou caixas de celulares. Na residência haviam outras caixas de celulares, além de uma pistola. A carga, o carro e a pistola foram apreendidos. Até o momento, ninguém foi preso.

    Por meio de nota à imprensa, a TAM Cargo informou que a Polícia Civil localizou ontem parte da carga que foi roubada no terminal da empresa, que fica ao lado do aeroporto. A empresa disse que está colaborando com as investigações.

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    fevereiro24

    Em 2014, morreram 66 pessoas em assaltos envolvendo bancos

    Em 2014, 66 pessoas foram assassinadas em assaltos envolvendo bancos, segundo levantamento divulgado hoje (24) pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

    A pesquisa mostra que as principais vítimas são os clientes. No ano passado, foram 36 mortes, 54% do total. Os demais assassinatos foram vigilantes (dez, equivalente a 15%), policiais (oito mortes), transeuntes (dois) e dez mortes entram em outras categorias.

    São Paulo lidera o ranking de assassinatos, com 20 casos. Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com oito. Os outros estados que lideraram a lista são: Goiás (cinco) e Minas Gerais, Paraná e Pernambuco, com quatro mortes cada um.

    A saidinha de banco, golpe em que o roubo acontece na saída do cliente da agência, resultou em 32 mortes, equivalentes a 48% do total. O assalto a correspondentes bancários resultou na morte de 16 pessoas (24%), figurando como o segundo crime mais comum em 2014. Os roubos durante transporte de valores resultaram em nove mortes, e os assaltos a agências, sete.

    Para o presidente da CNTV, José Boaventura Santos, os bancos são responsáveis pelas mortes. “Nós não percebemos nenhuma medida séria por parte dos bancos para reverter esses números. Qualquer empreendimento coloca a questão da segurança como ítem prioritário. No caso dos bancos, o discurso é inverso. Os bancos dizem que a responsabilidade não é deles, mas da segurança pública”, disse.

    As entidades pedem a colocação de portas de segurança com detectores de metais antes dos terminais de autoatendimento, câmeras internas e externas com boa resolução de imagens e monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas, instalação de biombos entre a fila de espera e os caixas, e divisórias individualizadas entre os caixas, entre outras medidas.

    A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ainda não se manifestou.

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    Agronorte

    fevereiro20

    Ladrões de caixas eletrônicos são presos

    Cinco assaltantes de caixas eletrônicos no Distrito Federal, no Ceará e em Goiás foram presos na manhã de hoje (20) em um avião no Aeroporto Internacional de Brasília, quando, segundo a Polícia Civil, chegavam de Joinville, em Santa Catarina, para praticar novos crimes na capital.

    A polícia prendeu ainda outras duas pessoas e apreendeu uma menor. Dois suspeitos já estavam presos e também responderão pelos crimes: um deles, segundo a polícia, coordenava o grupo de dentro do presídio de Cajazeiras, na Paraíba. No total, dez pessoas serão indiciadas pelos crimes de organização criminosa e roubo qualificado. Na bagagem despachada pelos assaltantes no avião em foram presos, a polícia encontrou serras-copo, bicos de maçarico, pés de cabra, luvas e outros equipamentos utilizados nos assaltos.

    As investigações começaram após uma agência bancária ser assaltada em Brasília, no final de novembro. Segundo a polícia, entre novembro de 2014 e janeiro deste ano, os presos assaltaram oito agências bancárias - quatro delas no DF. No total, a polícia estima que os criminosos tenham levado cerca de R$ 500 mil nas ações.

    Segundo o chefe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos, Fernando Cesar Costa, a quadrilha tinha “especialistas” no uso de maçarico para arrombar os caixas eletrônicos. “Eles faziam levantamentos em agências com pouco fluxo de pessoas e de policiamento. E pelo meio que eles empregavam - corte dos caixas eletrônicos com maçaricos - o tempo para execução do crime era de 4 a 5 minutos, o que dificultava a chegada do policiamento”. (Agência Brasil)

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    Marcelo Abdon

    fevereiro11

    Parlamentares do RN empenhados em conseguir a volta do subsídio do milho

    Acompanhados da senadora Fátima Bezerra (PT), os deputados Walter Alves (PMDB), Beto Rosado (PP), Felipe Maia (DEM) e Rafael Motta (PROS), foram ao gabinete da ministra da Agricultura, Kátia Abreu. O senador Garibaldi Filho (PMDB) também participou de parte da reunião, chegando depois do grupo e saindo primeiro para outro compromisso.

    A bancada do Rio Grande do Norte foi cobrar da ministra a publicação da portaria interministerial que garante o subsídio para o milho comercializado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Kátia Abreu garantiu que a portaria será reeditada com regras mais rígidas, para beneficiar apenas os pequenos agricultores que mais precisam do subsídio. A portaria que subsidiava o milho até dezembro de 2014 garantia o benefício para uma faixa mais abrangente de agricultores. Sem o subsídio, a saca de 60 kgs custa R$ 38,40 na Conab.

    A ministra garantiu aos parlamentares do Estado que 300 mil toneladas de milho serão destinadas ao Nordeste em 2015.

    fevereiro8

    Como é a vida de Playboy, bandido mais procurado do Brasil

    Por fora, a casa de dois cômodos incrustada no alto de uma ladeira em nada se distingue das demais moradias do Morro da Pedreira, um dos mais perigosos do Rio de Janeiro, na Zona Norte. O bandido mais procurado do Brasil poderia estar em qualquer uma delas. Mas, aos poucos, quem segue pelo labirinto de ruelas rumo ao esconderijo do traficante que manda naquela área percebe que a casa no alto da favela é especial. O caminho ladeira acima é balizado por jovens com fuzis. Eles fazem a guarda de Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, por cuja captura se oferece recompensa de 50 000 reais.

    Playboy tem 32 anos. Há dezessete está no crime. Em dezembro, seu bando invadiu um galpão do departamento de trânsito da cidade e roubou 197 motos. Pouco antes o grupo havia tomado uma piscina pública, pulado na água com fuzis e se exibido para as próprias câmeras em uma coreografia sinistra de nado sincronizado. As imagens de escárnio chocaram os brasileiros e, exibidas na internet, envergonharam o Brasil no exterior. O óbvio apelido de Playboy lembra a origem de garoto de classe média da Zona Sul que escolheu o caminho do crime, subiu na hierarquia e hoje é o número 1 do morro, que ele comanda usando a combinação clássica: assistencialismo e terror. Compra a liberdade a preço alto, pago em dinheiro a policiais corruptos. Nesta entrevista, Playboy pondera os riscos para sua vida e avalia a hipótese de se entregar à Justiça: “Não é por mim, que sou traficante, mas pela minha família”.

    Com 1,70 metro, pele amarelada, dentes brancos e bem cuidados e uma conversa que denota certo estudo, apesar da frequente omissão dos plurais, o traficante que comanda atualmente o maior esquema de roubo de cargas do país conta que viu o cerco policial apertar depois dos episódios em que sua gangue zombou do poder público. A coisa agravou-se com a guerra sangrenta que sua facção trava contra um bando rival para expandir seus domínios. Playboy só vê para si dois desfechos possíveis: cadeia ou morte. “Todas as informações que tenho são que a polícia não quer me prender, quer me matar”, diz, sorvendo uísque escocês em copo de plástico, com duas pedras de gelo de água de coco. Cogita a prisão, mas que não seja por muito tempo. “Não quero pegar trinta anos. Estão botando tudo na minha conta. Quero ficar uns anos e viver minha vida.” Todo mundo na favela sabe da presença de Playboy mas silencia sobre o assunto, um círculo de proteção envolto em medo e endurecido por um poderio bélico de 100 fuzis. Ele está sempre em um endereço diferente. As duas sessões de entrevista que deu de mais de sete horas, foram intermediadas por um ex-comparsa que deixou o crime e hoje trabalha na ONG AfroReggae, à qual Playboy recorreu para tentar negociar uma rendição.

    Às vezes, o traficante sai do morro e vai pessoalmente à guerra contra quadrilhas rivais. Cada saída é milimetricamente planejada. O resto do tempo ele passa entrincheirado na favela, onde vive a maior parte dos seis filhos. No ano passado, o chefão foi capturado próximo à Pedreira e passou horas algemado. No fim de uma longa negociação, a cifra total, em espécie e em produtos, ultrapassou a casa do milhão. Acertou pagamento de 648 000 reais aos policiais envolvidos na transação. Ainda entregou dois fuzis AK-47 e correntes que seus homens iam tirando do pescoço à medida que tudo era pesado em uma balança: deu 4,5 quilos de ouro. Em outra ocasião, desembolsou 400 000 reais para livrar seu braço-direito e outros 300 000 para que soltassem o motorista particular — por sinal, um ex-PM. Corrupção policial é a regra. Viaturas e blindados da PM batem ponto na favela recolhendo a propina, que chega a 100 000 reais por mês. Embora não negue o chamado “arrego”, Playboy se recusa a entregar os nomes da banda podre que alimenta: “Não alcagueto polícia (sic) que é homem comigo”.

    Também guarda a sete chaves o faturamento da quadrilha, que, segundo a polícia, ultrapassa 1 milhão de reais mensais. Na região da cidade onde ele reina, faltam luz, água, escola e sobram lixo e pobreza. É o cenário ideal para angariar simpatia, apoio e poder à base de assistencialismo. Ao estilo de outros chefões de favelas cariocas, Playboy distribui mensalmente centenas de cestas básicas e botijões de gás. Em datas festivas, acrescenta ao pacote caixas de brinquedos. E, nas bocas de fumo que comanda, faz vigorar uma regra: qualquer um que apresenta receita médica leva no ato dinheiro para comprar o remédio, sistema que ele batizou de “caixa eletrônico”. Todas as normas no morro é ele quem dita. Uma enorme faixa anuncia que carro roubado, por exemplo, não pode mais circular naquelas bandas. Estava atraindo a atenção da polícia. Na lógica peculiar da bandidagem, Playboy se define como um “mal necessário”. 


    ELE JÁ FOI ASSIM - A ficha de matrícula em colégio particular do Rio

    O que ele não aborda é o medo que provoca. Na Pedreira, quem desobedece às suas leis está sujeito a punições do tribunal do tráfico. Playboy arbitra sobre tudo. No caso do saque às motos do departamento de trânsito, que ele nega ter ordenado, diz que mandou devolvê-las assim que soube do ocorrido. “Não mandei ninguém pegar aquelas motos, o pessoal do morro foi lá e fez. Mas não eram 197, e sim 105.” Rivais e desobedientes em geral são alvo do tribunal da Pedreira. Nem mesmo policiais escapam de passar pelo jugo do chefão. No ano passado, os homens de Playboy capturaram dois agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que circulavam à paisana em seu pedaço. O dono do morro calculou que o prejuízo que teria ao mandar eliminar dois integrantes da tropa de elite seria alto e deixou que partissem. Sobre execuções, Playboy se esquiva. É investigado em quinze inquéritos na Divisão de Homicídios. Condenado a quinze anos e oito meses por assalto, está foragido desde 2009, quando, autorizado pela Justiça, saiu do presídio para visitar a família e não voltou.

    Filho de um dono de bancas de jornal e de uma dona de casa de Laranjeiras, típico bairro de classe média carioca, Playboy mantém poucos elos com a vida pré-bandidagem. O mais forte certamente é com a mãe, que sobe a Pedreira com boa frequência para ver o filho. Com a única irmã, funcionária de uma multinacional, os contatos são esporádicos. O gosto por cores berrantes, relógios pesados e correntes de ouro, que ele ostenta nas redes sociais, destoa dos hábitos que tinha nos tempos em que era um menino tímido e franzino conhecido como Mamadeira. Estudava em colégio de padre, onde cravou 93 em religião. “Não havia nada que pudesse indicar que ele se tornaria um criminoso”, diz um amigo de adolescência, hoje empresário.

    Por volta dos 14 anos, Playboy começou a frequentar bailes funk e fez amizade com um grupo de assaltantes mirins de seu bairro. Logo passou a andar armado com um revólver, que gostava de mostrar, e foi preso duas vezes antes de completar 18 anos. A mãe suplicava que voltasse à vida de antes, o que ele até tentou, inclusive entrando na Aeronáutica pelas mãos de um padrinho militar, mas acabou expulso depois de ser preso em um assalto. Aos 22 anos, deu-­se um fato decisivo para o voo mais alto no crime. Roubou onze armas de um quartel e vendeu-as a um traficante da Ilha do Governador. Como nunca recebia o pagamento, ele resolveu pegar tudo de volta e levar para o Complexo da Maré, onde entrou como herói e reencontrou um amigo das colônias de férias em Laranjeiras, Pedro Dom, com quem formaria a maior quadrilha de roubo a residências do Rio. Àquela altura, Mamadeira já era Playboy. (Veja)

    fevereiro5

    Consultor diz que pagou R$ 15 milhões de propina a ex-diretores da Petrobras

    Em novo depoimento prestado ontem (4) em uma das ações penais da Operação Lava Jato, o ex-consultor da empresa Toyo Setal Júlio Gerin de Camargo confirmou ter pago R$ 15 milhões em propina aos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque, responsáveis pelas diretorias de Abastecimento e Serviços e Engenharia, respectivamente.

    De acordo com as declarações de Camargo, que firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público, o valor foi dividido entre os ex-diretores para que o consórcio Ecovap, formado pelas empresas Toyo Japão, OAS e Setal Óleo e Gás, assinasse contrato com a estatal. Segundo ele, os valores destinados a Costa eram depositados em contas no exterior, indicadas pelo doleiro Alberto Youssef.

    Em outro depoimento prestado na terça-feira (3), Júlio Gerin Almeida Camargo confirmou que pagou R$ 12 milhões a Renato Duque. Camargo disse que atuou para garantir que o consórcio formado pela Camargo Correa e a Setal Óleo e Gás assinasse um contrato com a estatal para a ampliação da Refinaria Presidente Getulio Vargas (Repar), em Araucária, no Paraná, obra orçada em R$ 2,4 bilhões.

    A Agência Brasil não conseguiu contato com os advogados de Costa e Renato Duque. Em outras denúncias, os advogados de Renato Duque disseram que nunca houve recebimento de propina durante a gestão dele. Paulo Roberto Costa fez acordo de delação premiada no qual indicou como funcionavam os pagamentos ilegais na estatal.

    Nesta quinta-feira (5), a Justiça Federal retoma os depoimentos de testemunhas do esquema de corrupção na Petrobras. O juiz federal Sérgio Moro deve ouvir os depoimentos de funcionários da estatal.


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